Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
O pessimismo não é global

 

“ L’histoire humaine retiendra du premier quart du XXI siècle non pas le 11 septembre, mais bien de décollage de L’Inde et de la Chine, un événement aussi important que la Renaissance ou la Révolution industrielle en Occident”. 



por Henrique Raposo às 18:53 | link | partilhar

Não há coisa mais importante

 

A resolução do problema da Segurança Social "vai ter, pois, de envolver toda a sociedade e está visto que o problema reside no sistema, com o qual é preciso romper (...) Tratar-se-ia, essencialmente, de assegurar que os descontos feitos por cada cidadão activo lhe pertençam totalmente (...) cada cidadão contribuinte teria conhecimento da sua conta individual, a sua dimensão, a sua rentabilização" (pp. 211-212).



por Henrique Raposo às 18:14 | link | partilhar

Da injustiça geracional

 

Orçamento de Estado, p. 243. Se o sistema não mudar, em 2030 (ou seja, amanhã) a SS declara falência. Mas, no Portugal de 2011, é impossível discutirmos este facto. Porque o facto passa a ser um desejo ideológico de uns seres maus, os tais neoultraliberais com batata frita.



por Henrique Raposo às 14:26 | link | partilhar

O principal problemas das escolas? Os paizinhos

Coluna de hoje do Expresso online:

 

(...) Um dos miúdos diz assim: "estive cinco meses fora da escola, mas a minha mãe não sabia". Uma mãe atenciosa, portanto. E este é o tipo de mãe que gosta de intimidar os professores quando, por acaso, resolve ir à escola. Não é preciso passar muito tempo com professores para ouvirmos histórias de bullying destas mães e destes pais sobre os professores. "Como se atreve a chumbar a minha filha, que até sabe quando é 2 x 2, como?", "como se atreve a levantar a voz para o meu filhinho, coitadinho, que é tão bom, um anjo, como?". Em vez de ralharem com os filhos, estes progenitores insultam e agridem os professores, desautorizando por completo a autoridade da escola. O abandono escolar começa aqui (...)




por Henrique Raposo às 10:21 | link | partilhar

Última hora: PCP chora a morte de Jack, o estripador, e de Átila, o huno



por Henrique Raposo às 09:43 | link | partilhar

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
Na RTP, num horário decente

Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - Um durão com coração de Bambi

 

Uma multidão de observadores ficou surpreendida com a presença da espiritualidade no último filme de Clint Eastwood, "Hereafter". Confesso que não percebo o espanto. A redenção - tema espiritual e religioso por excelência - é uma constante na obra do mestre. Em "Imperdoável", "Mundo Perfeito"ou "Crime Real", as personagens de Eastwood esboçam o caminho da redenção. Ora, "Gran Torino" é a sublimação dessa marca eastwoodiana, é a parábola perfeita sobre a redenção. E, meus caros cinéfilos, o trajecto redentor de um durão pode ser tão emotivo como o "Bambi". Não choramos, mas ficamos com um nó na garganta durante uns dias. Ou seja, choramos em câmara lenta, como bons adultos vacinados. "Gran Torino" é isso tudo.

 

Nesta parábola surpreendente, Clint Eastwood é Walt Kowalski, um William Munny ("Imperdoável") do faroeste suburbano. Kowalski é um veterano da guerra da Coreia, ex-operário e um misantropo dos puros. A relação com a família, por exemplo, assemelha-se a uma zona de guerra. Além disso, é racista até aos cabelos. E, como está bom de ver, o nosso durão não gosta da presença de emigrantes lá no bairro. Para seu desespero, alguns até são asiáticos, como os seus vizinhos Hmong. Este é um homem seco, amargo, odioso, ressentido com a vida. Porém, no meio deste deserto amoral, surge uma relação que resgata Kowalski. Devido à violência dos gangues, o nosso durão amoral começa a desenvolver uma relação paternal com um miúdo asiático, Thao. Desta forma inesperada, Walt Kowalski encontra a sua Estrada de Damasco numa sucessão de passinhos de bebé que nos desarma.

 

Como existe gente distraída (e herege), não irei contar o final. Digo apenas que "Gran Torino" é uma história sublime, contada de forma simples. Clint Eastwood sabe que a história fala por si, logo, não oferece malabarismos de câmara, montagem frenética ou fotografia à Storaro. Ser um clássico é isso mesmo: contar uma história sem formalismos ocos. Caríssimos cinéfilos distraídos, aproveitem a deixa do Expresso e vejam o filme, por favor. E tenham lenços à mão. Ao pé de "Gran Torino", o "Bambi" é mesmo para meninos.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/um-durao-com-coracao-de-bambi=f677287#ixzz1h6W3ViHr



por Henrique Raposo às 19:16 | link | partilhar

Um filme sobre adolescentes na forma de thriller

 

Uma brincadeira engraçada: um filme não para adolescentes mas sobre adolescentes. Mas é só isso: uma brincadeira. 



por Henrique Raposo às 18:01 | link | partilhar

Manos

 

E a crónica "O meu melhor amigo", de Arnaldo Jabor



por Henrique Raposo às 11:42 | link | partilhar

As mulheres seminuas de Coimbra

 

Crónica de hoje do Expresso online:

 

(...) Eu confesso que gosto de ver um responsável policial com estas hábitos másculos. Ficava mais preocupado se ele enviasse cartões de natal com foquinhas e coelhinhos. Isso, sim, seria preocupante. Mas parece que o presidente da câmara de Coimbra não concorda com esta tese porno-securitária. O sôr presidente é, pelos vistos, um homem puro, um virtuoso, e está muito inquieto. Chamar o pecador à parte para uma conversa à parte não lhe passou pela cabeça. Ignorar a questão também não foi opção. Isso seria demasiado discreto, e este pecado exige um confessionário a céu aberto (...)




por Henrique Raposo às 10:47 | link | partilhar

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Da série "tenho a ideia de que o PCP ainda controla as redacções"
Senhores jornalistas deste país, V. Exas podem usar sem medo a expressão "ditador norte-coreano". Ditador, ditador, ditador. Não é "líder", não é "querido líder", não é "presidente", nem sequer é "líder autoritário". É ditador. Melhor: totalitário, que, numa tradução mui simples, quer dizer "um grande filho da puta". 



por Henrique Raposo às 21:10 | link | partilhar

A ASAE não sabe dançar, yo!

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

(...)

 

Ora, para evitar futuras confusões, eu gostava de fazer umas perguntas aos senhores da ASAE: estando num restaurante que não tem licença de karaoke, poderei eu cantar para o meu engate? Ou terei de pedir autorização a um burocrata, como no filme? Estando num restaurante sem licença para bar-de-engate, poderei eu sacar uma Milf? Ou melhor: poderei eu convencer uma senhora a copular comigo com enorme denodo? (há que ter cuidado com as ASAE da linguagem).



por Henrique Raposo às 11:19 | link | partilhar

Dr. Passos, v. ainda não percebeu. V. tem de tratar os portugueses e os média como crianças. V. não pode falar com clareza sobre os nossos problemas, isso é para as troikas, não para os nossos governantes, pá
O histerismo em redor das declarações de Passos sobre professores mostra, mais uma vez, que é impossível haver um debate sério e calmo em Portugal sobre os problemas dos portugueses. E isto foi só no domingo, ah. No sábado, ouvi jornalista a falar da redução das reformas como se isso fosse um "plano" de Passos e não uma inevitabilidade do sistema de SS. Durante a semana, as peças de TV que vi sobre as taxas moderadoras nunca explicaram uma coisas: as taxas só representam 1% do financiamento do SNS. Neste ambiente, só há espaço para os "Sócrates" e depois para as troikas. 



por Henrique Raposo às 10:24 | link | partilhar

Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Nas livrarias

 

(...) o problema da escola não se resolve enquanto os pais não forem exigentes com os filhos. Tal como defende Crato, "o que precisamos é de perceber que a autoridade dos pais seja exercida não criticando os professores por serem exigentes, mas ajudando os professores a serem exigentes". Este é o grande problema da nossa escola. Mas, apesar de ser da escola, este problema começa em casa. Se uma criança é ensinada no facilitismo pelos próprios pais, como é que um estranho - o professor - pode pedir exigência à dita criança? É impossível. Todas as conversas do costume (avaliação dos professores, as direcções regionais, os exames nacionais, etc.) estão situadas a jusante desta questão central: os pais portugueses querem ser pais exigentes ou amiguinhos complacentes dos filhos? (...)



por Henrique Raposo às 18:38 | link | partilhar

Finalmente

Governo quer punir pais por mau comportamento dos filhos na escola



por Henrique Raposo às 18:33 | link | partilhar

Sexo segundo a ASAE


por Henrique Raposo às 11:55 | link | partilhar

autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






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