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Clube das Repúblicas Mortas

Clube das Repúblicas Mortas

06
Set11

Médicos: "Público" não é sinónimo de "Estatal"

Henrique Raposo

1. É difícil dialogar num país onde grande parte das pessoas não compreende uma coisa: um serviço público não tem de ser um serviço estatal. O sistema de saúde da Holanda é baseado em hospitais e clínicas privadas (80%, se não estou em erro). Ora, esses privados prestam um serviço público, naturalmente. O ministério da saúde da Holanda é, no fundo, uma grande ADSE. Quem não dinheiro para um seguro de saúde vai ao estado diz "olhem, preciso de um seguro de saúde suportado pelo Estado". E é isso que acontece (se não estou em erro, a ideia de Obama era esta). Ou seja, o Estado financia directamente o doente, o cidadão. Alguém tem a lata de dizer que o nosso sistema é melhor do que o holandês?

 

2. Este é o centro político em países como a Holanda e Alemanha. Em Portugal, é fascismo e um retrocesso. Mas este retrocesso vai continuar a avançar, porque o SNS - a médio prazo - não tem condições para segurar os médicos. O futuro da nossa saúde pública devia passar pelo alargamento do princípio da ADSE a todos os cidadãos. Não sei se sabem, mas uma mulher com o salário médio nacional tem poucas possibilidades de ir a um obstetra com a regularidade desejada. Porque eles não existem no público e, no privado, são obviamente caros. Se o nosso sistema de saúde fosse uma ADSE alargada, essa mulher pegava no seu cheque-saúde e ia procurar o obstetra que, agora, só está ao alcance de quem tem dinheiro. Isto não é física quântica. Não é difícil de perceber, acho.

06
Set11

Pois, alguns médicos abusavam mesmo do sistema

Henrique Raposo

"Na semana passada foram proibidas as licenças sem vencimento no SNS. É uma boa medida para separar o público do privado?

Vai no bom sentido. O SNS tem de evoluir para a separação total entre público e privado e o médico tem de optar"

Entrevista do bastonário da ordem dos médicos, José Manuel McSilva, no Expresso de sábado.

 

 

06
Set11

O tipo de coisa que acaba por dar uma comédia

Henrique Raposo

 

"Mao marcou o tom do encontro do dia seguinte ao receber Krustchev não numa sala cerimonial mas na piscina. Krutschev, que não sabia nadar, foi obrigado a usar braçadeiras. Os dois estadistas conversaram a nadar, com intérpretes a segui-los para trás e para diante na borda da piscina".

 

Maquiavel? Kant? Não. Um par de braçadeiras é suficiente para fazer política internacional.

06
Set11

Taxar o corporativismo

Henrique Raposo

O bastonário da ordem dos médicos, que até tem dito algumas coisas giras, quer taxar a fast food. Pois claro. Mas eu tenho um caminho mais rápido para a saída da crise: taxar o corporativismo, taxar, em especial, o corporativismo dos médicos, que continuam a impedir que as faculdades formem mais médicos. Pois claro: há que controlar o mercado logo à nascença.

06
Set11

Precisamos de importar médicos da Cochinchina?

Henrique Raposo

 

 

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

 

(...)

 

nós precisamos de importar médicos da Colômbia ou da Cochinchina? Não era mais simples voltar a contratar os médicos portugueses que entraram na reforma? O argumento de que "x não pode voltar a trabalhar para o Estado depois da reforma" é um pouco tonto. Porque, na verdade, o tesouro público vai sempre gastar aquele dinheiro, aqueles 2500 euros em cada médico de família . Ora, eu prefiro dar esse dinheiro a um médico português. Não, não, isto não é xenofobia medicamente assistida. É apenas bom senso.

 

(...)




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