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Clube das Repúblicas Mortas

Clube das Repúblicas Mortas

25
Ago11

O cristão e a política

Henrique Raposo

 

Para Eliot, o cristão tem de tentar influenciar a sociedade do seu país, a um nível pré-político. Não se trata da defesa de um Estado cristão. Estamos a falar da defesa de uma sociedade cristã, com o seu centro vital situado nos valores cristãos. Sem uma comunidade cristão nas suas costas, o Estado (i.e., a lei) é potencialmente totalitário. Uma sociedade pagã é, para Eliot, a antecâmara do totalitarismo. Aliás, é curioso verificar que, em Eliot, paganismo e totalitarismo surgem como quase sinónimos: "governo totalitário pagão".

 

25
Ago11

A Europa farsolas de Strauss-Kahn

Henrique Raposo

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

(...)

 

Os europeístas viveram à sombra destas batalhas identitárias com os EUA, e agora descobrem que não existe uma identidade europeia. Porque, de facto, não é possível existir uma identidade europeia quando a "ética de trabalho" nórdica é vista como "fascismo neoliberal" no sul da Europa. Portanto, enquanto não existir um debate europeu a sério, enquanto não desenvolvemos uma narrativa europeia genuína e sem anti-americanismo, enquanto os países europeus não conhecerem os outros países europeus, a UE vai continuar no atual limbo. 



24
Ago11

Não há uma narrativa política europeia. Sem isso, nada feito.

Henrique Raposo

 

(...)

 

Se tivessem a coragem para esquecer Habermas e abraçar Aron, os europeus descobririam que a Europa faz parte de uma imensa confederação kantiana, que assenta na ideia mais reluzente do património político europeu: a democracia liberal. Mas nada disto vai acontecer. A elite europeia não tem a humildade suficiente para se confrontar com a realidade. Entre a ilusão da humanidade unificada no estirador eurocêntrico e a realidade pós-atlântica, a elite europeia escolhe sempre a primeira. A elite europeia prefere estar errada com Habermas do que estar certa com Aron. Os antigos tinham um nome para este fenómeno: decadência. Este livro é uma revolta documentada contra essa decadência.

 

24
Ago11

O "centro" no Norte da Europa é "fascismo neoliberal" em Portugal

Henrique Raposo
24
Ago11

McCarthy: sem redenção

Henrique Raposo

 

1. "confrontamo-nos 'com uma experiência de genuíno desconforto físico'".

 

"... pelo pecado do incesto traduz-se num caminho sem expiação (...) Fantasmas andarilhos, personagens de uma parábola que, apesar da absoluta materialidade da escrita de McCarthy, surge envolta num manto de irrealidade, são o Adão e Eva deste romance negro".

 

"As conotações bíblicas da obra de McCarthy estão por demais assinaladas. A forma blasfema como transfigura linguagem e conteúdos sagrados denuncia, porém, um feroz pessimismo antropológico, arredado de qualquer escatologia redentora", Ana Cristina Leonardo (Atual, 23 de Julho).

 

 

2. Excelente prosa da ACL sobre este romance. Só um pormaior: a Bíblia não é só o Novo Testamento. A prosa de McCarthy é bíblica, porque faz lembrar o lado impiedoso do Velho Testamento.

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