Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Ainda me estou a rir

 

Este indivíduo questionou Álvaro Santos Pereira sobre nomeações.



por Henrique Raposo às 20:30 | link | partilhar

O baú da secundária (1)


por Henrique Raposo às 11:40 | link | partilhar

Pela dignificação do ensino

O blogue/sítio de Maria do Carmo Vieira.



por Henrique Raposo às 11:23 | link | partilhar

Camilo, o "Amor de Perdição" e nós

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

(...)

 

Depois, há em Camilo uma sinceridade que não encaixa no cinismo queirosiano e, acima de tudo, no cinismo pós-moderno que nos apascenta. Aos olhos do leitor de hoje, os excessos sentimentais das personagens de Camilo são irreais, caricaturais, implausíveis. "Mas então a tipa escolhe ir para um convento em vez de casar com um bonitão rico?", "mas então o tipo saca logo da pistola só porque o outro tentou seduzir a amada?". Estes excessos não são plausíveis aos olhos da ironia pós-moderna. O que é uma pena. Revela uma falta de imaginação. Revela que os leitores de hoje só concebem a existência de pessoas iguais a nós, pós-moderninhos, cínicos e irónicos. A bruteza de sentimentos nobres de Camilo não encaixa numa cultura que só sabe lançar ironia sobre aquilo que é sincero e nobre.

(...)





por Henrique Raposo às 10:13 | link | partilhar

No país de Camilo

Crónica de 23 de Julho

 

(...)

 

No fundo, estão aqui em jogo duas visões sobre o nosso século XIX. As actuais gerações veem o século XIX português através dos olhos de Eça. Isto quer dizer que apenas olham para a paz posterior a 1851. E quer dizer que olham somente para os joguinhos retóricos dos salões, para a demanda do tacho, para a comédia parlamentar, etc. É assim o Portugal oitocentista de Eça: inofensivo e a tender para a comédia cínica. Dado que só tem esta grelha de leitura mui queirosiana, o leitor moderno fica perdido na visão de Camilo, essa coisa poderosa que aborda o caos e as guerras anteriores a 1851. Este Portugal camiliano nada tem que ver com a comédia de cobardes retratada por Eça. O Portugal de Camilo não pende para a comicidade branda, pende para a violência. Ali temos as invasões francesas e os bandos de ladrões portugueses que dizimavam os flancos de Junot. Ali temos as guerras civis entre os anti-Cristo (liberais) e os padrecos (miguelistas). Ali temos um país que viveu várias gerações à lei da bala e que, por isso, respira violência por todos os poros. Numa palavra, a nação de Camilo está cheia de portugueses anti-queirosianos: gente dura e pouco branda, gente com paixões sentimentais e políticas que não admitem concessões, gente que aposta tudo, gente que perde ou ganha tudo, no fundo, gente que é a negação dos "vencidos da vida", gente que é a negação dos tais brandos costumes.   

 

(...)



por Henrique Raposo às 08:15 | link | partilhar

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Coitado do Saragoça


por Henrique Raposo às 20:43 | link | partilhar

E ninguém me dizia nada, pá?
 
"Mas, tal como o colunista Henrique Raposo escreveu em 2008: 'O português típico é uma contradição ambulante: trabalha como um marroquino, mas espera o luxo de um escandinavo' - o tipo de observação mordaz que poderia ter sido feita pelo viajante flamengo do século XVI, Nicolas Cleyneart", p. 279.

 

Eu sou, de facto, um vil traidor da pátria.

 

 



por Henrique Raposo às 15:31 | link | partilhar

Voltar ao Burke "indiano" e "americano"

 

Na Nova Cidadania, Verão 2011. É comprar e ler, sff.



por Henrique Raposo às 11:51 | link | partilhar

Irmandades

Je voudrais écrire tout ce que je vois, Flaubert

 

Lucien Freud dizia só ser capaz de pintar o que via.

 

 

PS: para o Bruno Vieira Amaral



por Henrique Raposo às 10:00 | link | partilhar

O terrorista da Noruega: a revisão da matéria

Coluna de hoje do Expresso online.



por Henrique Raposo às 09:57 | link | partilhar

O Kant que veio da Índia

http://img249.imageshack.us/img249/5351/amartyasentn8lb4.jpg

 

 

Na Atlântico #30

 

Amartya Sen é um dos grandes intelectuais vivos; Identidade e Violência é um dos grandes ensaios editados neste século. Ponto. Este livro é normalmente apresentado como a derradeira crítica à teoria do choque de civilizações. É verdade que Sen critica, e bem, Samuel Huntington. Porém, as críticas que Sen lança sobre o seu colega de Harvard não trazem nada de novo. Identidade e Violência é realmente inovador e corajoso nas críticas que lança sobre o multiculturalismo.

 

Tal como a direita do choque civilizacional, a esquerda do multiculturalismo tem um «problema metodológico básico» (p. 92): eleva a comunidade/religião à condição de identidade única dos homens, desprezando, assim, todas as outras identidades (profissão, ideias políticas e morais, etc.). Se a tese de Huntington reduz o mundo a «uma federação de religiões» (p. 14), o multiculturalismo transformou a Grã-Bretanha numa «federação de comunidades» (p. 160). Para os multiculturalistas, a cultura é uma realidade tão definitiva e imóvel como a biologia e, por isso, o Estado deve financiar o imobilismo cultural. Entre outras coisas, a tribo multiculturalista afirma que «não podemos invocar critérios de comportamento racional que não os que ocorrem na comunidade a que pertencemos (p. 64). Este relativismo foi a base da velha direita romântica, nacionalista e autoritária.

 

O que é uma política multiculturalista? Aqui fica um exemplo particularmente bárbaro (criticado por Sen ao longo do livro): as crianças muçulmanas que nascem no Reino Unido frequentam escolas de fé (faith schools) patrocinadas pelo Estado. Ou seja, o Estado multiculturalista britânico financia e legitima um ensino baseado na exclusividade da fé. Se nasceu muçulmana, criança X vai para uma escola exclusiva para muçulmanos; a criança é educada no culto da «aceitação acrítica da fé em detrimento de uma ponderação crítica» (p.212). E, de forma bizarra, os multiculturalistas dizem estas políticas servem apenas para defender a liberdade. Identidade e Violência desmonta esta fraude. O multiculturalismo é uma política autoritária e reaccionária que, por artes mágicas, foi revestida como uma aparência libertária e progressista: «apesar das implicações tirânicas de arrumar as pessoas em categorias rígidas que correspondam a comunidades específicas, esta visão é frequentemente interpretada, de forma bastante desconcertante, como aliada da liberdade individual» (p. 207). Os multiculturalistas de hoje, tal como os nacionalistas do passado, privilegiam a pureza da comunidade em detrimento da liberdade individual. São inimigos da liberdade.

 

No Ocidente, vivemos, à direita e à esquerda, uma época reaccionária e marcada por um espírito contra-iluminista. É curioso que seja um indiano a contestar esta atmosfera. Sen é o humanista, o iluminista, o kantiano que o Ocidente já não tem.



por Henrique Raposo às 08:31 | link | partilhar

Os livros sobre o "multiculturalismo"



por Henrique Raposo às 08:18 | link | partilhar

autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






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