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Clube das Repúblicas Mortas

Clube das Repúblicas Mortas

01
Jun11

5 de Junho

Henrique Raposo

Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.

Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retratasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.

Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?". A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos". Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtores. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal. Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo. No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retratar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia". Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.


Daqui

01
Jun11

Liberdade respeitosa

Henrique Raposo

A linguagem e pensamento salazaristas de Sócrates são evidentes, e assustadores. E toda a esquerda chique vai votar neste indivíduo que diz o seguinte sobre pessoas que se manifestam contra o governo: "ah, não se sabem comportar".

01
Jun11

O mistério desta campanha: os jornalistas e Passos

Henrique Raposo

Passos numa arruada: "..., mas eu sou do Benfica".

 

Jornal online: "Passos não gosta do FC Porto"

 

Jornal em papel no dia a seguir: Passos insultou o FC Porto, diz dirigente portista.

 

Jornalista para Passos na arruada do dia seguinte: "quer comentar as declarações do FC Porto".

 

Sócrates: "vejam, este é um sinal da intolerância da direita, eles querem o Benfica novamente como clube do regime. A direita é fascista. Está provado".

 

 

 

Passos numa arruada: "... ah, sabe, não sou muito de fado, gosto de canto lírico".

 

Jornal online: "Passos não gosta de fado"

 

Jornal em papel do dia seguinrte: "Passos insultou o fado e a memória de Portugal, diz figura da cultura" (obviamente ligada ao PS, daqueles que vão aos almoços).

 

Jornalista para Passos na arruada do dia seguinte: "como se sente depois de ter insultado a música da pátria?".

 

Sócrates: "vejam como o PSD não é patriota. Só eu é que posso defender Portugal"

 

 

 

Passos numa arruada: "ah, sabe, eu gosto mais de cerveja, não bebo muito vinho".

 

Jornal online: "Passos não gosta de vinho"

 

Jornal em papel no dia seguinte: "Passos coloca em causa o sector do vinho", diz empresário do sector

 

Jornalista para Passos: "as vendas de vinho já desceram. Quer comentar?"

 

Sócrates: "Passos colocou em causa o emprego de 1 milhão de portugueses. É uma vergonha".

 

Jornal online: "descobrimos Passos a beber cerveja alemã".

 

CDU: "vejam, Passos é um lacaio da Merkel"

01
Jun11

Os factos que devem condenar Sócrates

Henrique Raposo


 

 


Coluna de hoje do Expresso online:

 

 

Não são opiniões ou divergências ideológicas. Não são fixações doentias. Não são estados de espírito. Não. São factos. Factos objectivos que revelam o desastre governativo do consulado Sócrates. 

 

(...)

 

- Entre 2014 e 2026, nós, portugueses, iremos pagar todos os anos mais de 1.500 milhões de euros em PPP. 1500 milhões é o mínimo, porque a conta pode chegar aos 2500 milhões (entre 2014 e 2018). Até 2038, iremos pagar - no mínimo - 1000 milhões por ano. A conta das PPP só baixará dos 500 milhões por ano em 2040. Ou seja, os meus netos ainda vão ter de pagar a conta deixada por Sócrates. Como já afirmei, a questão não é a reestruturação da dívida (até porque isso nem depende só de nós; estamos numa moeda partilhada). A grande questão passa por reestruturar esta conta com os construtores e concessionárias.


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