Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Esta união-de-facto já enjoa



por Henrique Raposo às 11:16 | link | partilhar

O motim de Teixeira dos Santos

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

(...)

 

Na relação entre os média e o PS existem cumplicidades, silêncios e inércias que não se compreendem. Se esta comédia tivesse como actores um primeiro-ministro e um ministro das finanças de uma AD, meu deus, dois Carmos e duas Trindades estariam no chão, e uma terceira vaga de indignação estaria a caminho.

 




por Henrique Raposo às 11:08 | link | partilhar

Amadorismo e cinismo, Passos/Sócrates, etc.

Caro Carlos, parece-me que leu coisas que não estavam no meu post. Vamos por partes.

 

Sim, há tiros no pé. Sim, há um grave problema de comunicação política no PSD, particularmente irritante no atual momento. Esta liderança do PSD, que nunca me convenceu, está a ser estranhamente amadora. Mas o meu ponto não era esse. O que eu acho inaceitável é a equivalência moral que se faz entre o amadorismo/ingenuidade/falta de jeito de Passos e os actos e consequências de Sócrates. Essa equivalência - que está em vigor nos média - não é aceitável. Um está lá há 15 anos. O outro nunca lá esteve. Um levou o país à bancarrota. O outro é líder da oposição há um ano. Aproveitar o ruído do PSD para esconder o fracasso absoluto da governação PS é uma coisa inaceitável. Moral e intelectualmente. Um exemplo: na segunda-feira, o hino novo (?) do PSD teve mais buzz do que a notícia das 600 mil crianças que perderam um subsídio de família. Isto não é justo. Uma vírgula mal colocada numa declaração de Passos causa mais eco na imprensa do que um acto de má governação de Sócrates (ex.: a factura de electricidade das escolas triplicou com a Parque Escolar). Isto não é normal. Se Passos dá um espirro, todos os jornais caem em cima; há um motim de Teixeira dos Santos contra Sócrates, mas isso não causa polémica nem discussão. Isto não está certo. Não é honesto. O amadorismo do PSD não desculpa o cinismo dos média e do mainstream opinadeiro, que está sempre disposto a fazer o jogo do spin socrático. Lemos e ouvimos coisas que dizem aos portugueses que a crise começou na semana passada. No fundo, Carlos, estou a discutir uma questão de honestidade no debate público. Era, é, só isso. 

 

Não falei em ideias "liberais" ou "conservadoras". Mas não aceito esse divórcio insuperável entre os portugueses e uma sociedade, vá, liberal. Como v. diz, é tudo uma questão de comunicação, de força e unidade, de cabecinha, bom-senso na forma como as coisas são apresentadas. Uma coisa que tem faltado ao PSD? Sim. Mas não era esse o meu ponto.

 

abraços,

HR



por Henrique Raposo às 09:50 | link | partilhar

Os Jeremias de "Lesboa"

Crónica do Expresso de sábado passado.



por Henrique Raposo às 08:10 | link | partilhar

Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Acabou a Guerra ao Terror como narrativa

 


 

Bin Laden’s death gives the U.S. a golden opportunity to bury the war on terror—a distraction, Peter Beinart argues, that distorted America’s foreign policy for too long.


Peter Beinart



por Henrique Raposo às 14:50 | link | partilhar

Por que razão os jornalistas não estão à porta da casa deste senhor?

 

O ministro das finanças não está a negociar com a troika, mas está tudo bem. É tudo normal. O génio dos números chamado Silva Pereira trata do assunto.



por Henrique Raposo às 14:16 | link | partilhar

A pobreza intelectual de Mário Soares

Coluna de hoje do Expresso online



por Henrique Raposo às 11:54 | link | partilhar

O livro para o momento

 

(...) Os homens que assolaram o Hotel Taj Mahal são rebentos ideológicos do egípcio Sayyd Qutb, o fundador do Islamismo e o primeiro "born-again muslim". E Qutb renasceu para a fé durante uma estada nos EUA (1948-1950). Em 'A Torre do Desassossego' (Casa das Letras), Lawrence Wright descreve, com a precisão de um retratista holandês, o nojo que Qutb sentiu perante a sociedade americana. Em Nova Iorque, a Bombaim do Atlântico, Qutb não viu uma bela cidade cosmopolita, mas uma oficina barulhenta e promíscua; Nova Iorque era a representação da impureza materialista do Ocidente, por oposição à pureza espiritual do Islão. Ou seja, Qutb odiava aquilo que as sociedades liberais têm de melhor: a liberdade individual, o ambiente cosmopolita, o pluralismo religioso e, claro, a liberdade sexual das mulheres. Estaline e Béria eram totalitários tarados. Qutb era um totalitário casto (...)

 



por Henrique Raposo às 11:15 | link | partilhar

Um eixo

Mostrem este post do Luís M. Jorge aos génios políticos (Relvas, o sr. de Gaia, aquele senhor-mais-velhinho-que-não-pára-calado-o-dos-aldrabões) que rodeiam o dr. Passos. 



por Henrique Raposo às 09:50 | link | partilhar

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011
Sheen arruma Osama



por Henrique Raposo às 19:05 | link | partilhar

Adeusinho, Osama

 

Da coluna de hoje do online do Expresso:

 

 

(...)

 

III. Acabou um ciclo. E isso devia ter consequências na forma como os americanos (e os restantes ocidentais) vêem a sua segurança. Ao longo destes anos, nós mudámos muitas facetas da nossa vida. Por exemplo, passámos a tolerar um excesso de poder policial como um mal menor. Ora, hoje, a par da quentura dos festejos e do alívio redentor, é preciso a frieza para repensar essas perdas de liberdade. Neste sentido, recomendo a re-visionamento deste filme, "Estado de Sítio". Tirando o final hollywoodesco (não consegue escapar à necessidade de encontrar um bad guy caricatural no sistema americano), este filme é muito interessante. Foi feito em 1998 e, de forma profética, antecipou todos os problemas pós-2001, sobretudo ao nível dos limites das forças de segurança. Ao longo da trama, há um choque permanente entre o FBI de Denzel Washinhton (que tem limites constitucionais internos, porque é uma polícia) e a CIA de Annette Bening (que, actuando no exterior, tem menos limites constitucionais, dado que é uma arma de guerra). E o filme dá a entender que, numa situação limite, o FBI teria de ser uma espécie de CIA caseira, perdendo assim os anteriores escrúpulos constitucionais. Com as mudanças que ocorreram no pós-9/11, foi exactamente isso que aconteceu. No pós-morte de Bin Laden, tudo isto deve ser re-equacionado.

 

(...)



por Henrique Raposo às 15:15 | link | partilhar

Ma'man

 

 

Somos todos americanos, a crónica da sua eleição em 2008



por Henrique Raposo às 12:32 | link | partilhar

Como é bom ver a esquerda com uma consciência cristã

Ai, não é bonito comemorar a morte de uma pessoa.

 

 

PS: são as mesmas pessoas que comemoraram o 9/11 trocando uns sms de merda?



por Henrique Raposo às 10:56 | link | partilhar

Bin Laden, you can kiss my western and decadent ass

 

 

 

Coluna de hoje do Expresso online:

 

I. Eu não sou um cristão muito dado ao perdão (sim, eu sei, sou uma espécie de contradição em termos). Portanto, eu estou um bocadinho contente com a morte em combate de Bin Laden. Uns Rambos da Delta Force ou agremiação parecida fizeram aquilo que meio mundo desejava há muito: a destruição em combate de Bin Laden. Como podem calcular, ainda estou na fase do leitinho com café, mas, à noite, irei comemorar tudo isto com uma gigantesca saraivada de álcool redentor. Hoje, voltamos a ser todos americanos.

 

(...)



por Henrique Raposo às 10:18 | link | partilhar

Não me lixem. Suspendam o cinismo por 5 m. Hoje somos todos americanos

 

 

 



por Henrique Raposo às 09:26 | link | partilhar

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