Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
Por um euro

http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsI8xBp%2F033q5Xpv56y8baM4bFACnHnbSKSebUCa0yO4R&width=150

 

O Público vai dar (1 euro) este livro em breve. Aceitem a oferta.



por Henrique Raposo às 12:24 | link | partilhar

O cinema como romance

 

 

 

 

 

Com estas séries da HBO, o cinema (não é TV, é cinema) consegue, finalmente, alcançar a ambição do romance à moda antiga - aqueles que retratam a vida privada de uma nação. Um grande filme (com raras excepções, ex: Padrinho) tem de ter a respiração de um conto. Um grande filme é um conto. Não por acaso, quando tentam adaptar romances, os filmes falham. Porque não há espaço para aquela respiração. Com estas séries, o cinema consegue entrar na respiração do romance.



por Henrique Raposo às 11:10 | link | partilhar

Um-regime-que-faz-o-contrário-daquilo-que-devia-fazer

 

 

Coluna de hoje do Expresso online:

(...)

 

III. A qualidade de uma democracia liberal não se mede pela realização de eleições livres. Esse é um critério para a "Liga dos Últimos". Para entrar na "Liga dos Campeões", uma democracia tem de possuir (1) uma justiça forte e rápida e (2) um sistema de instituições capaz de regular o funcionamento da economia e do sistema político. O caso BPN diz-nos que Portugal não tem estes dois componentes. A montante, Oliveira e Costa não foi travado pelo Banco de Portugal, e agora - a jusante - está a ser travado pela lentidão dos tribunais. O Banco de Portugal devia ter travado a marcha de Oliveira e Costa, mas permitiu que ele andasse a 200-milhas-bancárias-por-hora. Por seu lado, os tribunais deviam ter acelerado o processo, deviam ter julgado Oliveira e Costa com enorme celeridade, mas, claro, o processo só começou agora.

 

(...)



por Henrique Raposo às 09:10 | link | partilhar

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Desemprego

Ver este "curva apontada ao céu" do Jorge Costa.



por Henrique Raposo às 17:43 | link | partilhar

A escumalha anarquista

Itália: Pacote com explosivos encontrado na embaixada da Grécia



por Henrique Raposo às 15:32 | link | partilhar

Não vale nada

 

Dá hoje na 1. Um filme medíocre que ninguém foi capaz de derreter, porque, então, é do Burton, e o Burton é sempre genial.



por Henrique Raposo às 09:37 | link | partilhar

Esqueçam lá o "homem branco"

 

Texto de hoje do Expresso online

 

A situação complicada na Costa do Marfim devia ser um pretexto para uma reflexão sobre as doenças políticas africanas. O estado de África não é o resultado da acção do homem branco ou da globalização. A culpa está - apenas e só - nas elites africanas.



por Henrique Raposo às 09:15 | link | partilhar

Piada do ano: o PS "socrático" a exigir explicações sobre a transparência de alguém.

iJORNAL_0512_27DEZ10



por Henrique Raposo às 08:25 | link | partilhar

Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
Salazar em Alegre

Crónica da semana passada:

 

É a esquerda que precisa de Salazar. Manuel Alegre precisa de Salazar. Alegre precisa de ver um Salazar em cada esquina. E o apego a este ópio salazarista é tão grande, que Alegre já vê Salazar na UE. Para o nosso bardo de Águeda, a Europa é uma espécie de fascismo azul com estrelinhas amarelas no lugar dos fachos amarelinhos do passado. Merkel é, aliás, a Salazar de saias. Salazar, Salazar, Salazar, e uma pitada de PIDE: é tudo o que Alegre tem. Sem Salazar, Alegre não era nada. Sem a PIDE, Alegre seria um absoluto e cómico vazio. Salazar já saiu de Alegre (e do resto do país), mas Alegre não sai de Salazar.

É triste, mas é verdade: no ano da graça de 2010, Alegre ainda usa a PIDE como argumento político. Às portas de 2011, Alegre ainda precisa de invocar a PIDE para se sentir superior em relação aos adversários. Isto até seria cómico se não revelasse uma doença profunda, a saber: o provinciano complexo de superioridade das esquerdas. Ao levantarem as imaginárias lebres salazaristas, ao verem Salazares em cada esquina, as esquerdas criam o ambiente onde se sentem moralmente superiores. Aquele narizinho empinado depende da eterna presença de Salazar. Estamos em 2010, mas esta boa gente descobre sempre um Salazar em cada debate. Reforma do SNS? É um regresso ao salazarismo, segundo Arnaut. Reforma geral do Estado social? É uma vingança dos ressabiados que nunca aceitaram 1974, diz Soares. Eu nasci em 1979, defendo ideias que são o senso comum na Dinamarca ou na Polónia, mas - no meu país - sou apelidado de 'salazarista'. Defendo a europeização de Portugal, defendo ideias europeias de 2010, mas dizem-me que - na verdade - quero apenas voltar ao Portugal de 1960. E isto acaba por gerar a desonestidade intelectual que é a matriz do nosso espaço público: aqueles que querem adaptar Portugal a 2010 são cunhados de 'fascistas', 'salazaristas' ou 'neoliberais'. Sim, sim, a atual lengalenga sobre o 'neoliberal' é uma atualização do 'fascista'. Em 2010, até parecia mal apelidar alguém de 'fascista'. Donde a cunhagem do termo 'neoliberal', que é uma espécie de fascista-que-não-vai-à-missa-mas-à-bolsa-de-valores. Com um pouco de sorte, ainda descobrem que Salazar lia Friedrich Hayek na casa de banho.

Mas o mais irritante é perceber que estes-dependentes-de-Salazar são parecidos com Salazar. O que é mesmo triste é ver que estes-viciados-no-termo-neoliberal pensam como Salazar. Sim, sim, Alegre é muito parecido com Salazar. Na esteira de Salazar, Alegre é anticosmopolita e patrioteiro. À semelhança de Salazar, Alegre odeia a Europa e, sobretudo, a integração de Portugal na Europa. Tal como Salazar, Alegre é dado ao antiamericanismo, esse mingau obrigatório da velha classe política portuguesa. Seguindo a tradição paternalista de Salazar, Alegre acha que o Estado serve para proteger os portugueses do contacto com o exterior malévolo (os agiotas, o imperialismo de Bruxelas, o diktat alemão). Sim, Manuel Alegre é o candidato da linguagem salazarista, da língua de trapos nacionalista, do bolor soberanista, da retórica que pula e grita "Portugal é uma velha nação que não precisa da Europa para nada". É por isso que este eterno deputado é o cartoon perfeito de um movimento que está a ganhar força na sociedade portuguesa: o neossalazarismo de esquerda, o 'orgulhosamente sós' em versão socialista.



por Henrique Raposo às 11:06 | link | partilhar

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
O Alentejo

Mas aplica-se aqui o que já os antigos diziam em relação à agricultura: "fazemos vinhas para nós, olivais para os nossos filhos e sobreiros para os nossos netos".

António Sousa Uva, no Expresso/Economia



por Henrique Raposo às 18:05 | link | partilhar

Isto é tão bom

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



por Henrique Raposo às 15:46 | link | partilhar

A pobreza intelectual de Nobre e de Alegre

Ler o meu coração é 10.000 maior do que o teu, Jorge Costa.



por Henrique Raposo às 14:23 | link | partilhar

BPN (I): as "pessoas honradas"


 

texto de hoje do Expresso online

 

(...)

 

Ora, com certeza que Vítor Constâncio não é culpado de coisa nenhuma. E, claro, outras entidades reguladoras por esse Ocidente fora também falharam. Mas uma coisa é certa: Constâncio falhou. Falhou porque "demorou a entrar no banco quando os rumores já eram intensos" . E esta falha do Banco de Portugal não se deveu apenas a uma falta de pessoal. A tal cultura do almocinho também é uma das causas do fracasso do Banco de Portugal. Quando rebentou o escândalo, pudemos observar que Vítor Constâncio e António Marta (responsável pela supervisão do BdP entre 1994 e 2006) confiavam sempre nos banqueiros. Aliás, Marta invocava o termo "pessoas distintas" . Que lindo: como o BPN tinha "pessoas distintas" (Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc.), o Banco de Portugal nunca imaginou que poderiam ocorrer ali situações ilícitas. Eis a Lesboa dos almocinhos no seu melhor.

 

(...)



por Henrique Raposo às 12:39 | link | partilhar

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Outros Natais (VI)



por Henrique Raposo às 18:34 | link | partilhar

Cavaco deixou passar a vigarice

Texto de hoje do Expresso online


Cavaco Silva usa sempre aquele bla, bla apolítico: que está acima do "sistema", que está acima dos partidos, etc, etc. Mas a forma como aprovou a vergonhosa lei do financiamento partidário mostra que Cavaco está bem dentro do "sistema".


(...)


III. Quando esta "nova" lei saiu cá para fora, eu ainda esperei pelo veto de Cavaco. Afinal de contas, o Presidente está ali para nos defender, para defender o regular funcionamento das instituições. E esta vigarice é um ataque às instituições. Esperei. Aguardei por um veto salvador (até porque Cavaco vetou a primeira versão desta vigarice). Azar o meu. O dr. Cavaco está sempre a falar da fraca qualidade da nossa democracia. Pois, Sua Excelência tinha aqui uma oportunidade para melhorar essa qualidade, negando - com violência - esta nova lei do financiamento partidário. Não o fez. É pena. Tal como todos os outros políticos, Cavaco pensou nos seus ganhos e perdas a curto prazo.



por Henrique Raposo às 09:20 | link | partilhar

autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009