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Clube das Repúblicas Mortas

Clube das Repúblicas Mortas

15
Nov10

A "aliança" entre França e Reino Unido: fundamental para o braço europeu da NATO

Henrique Raposo

Capítulo IX

Entente formidable, a esperança

A aliança entre Paris e Londres é a condição sine qua non para uma Europa global

 

 

(...)

Esta – hipotética – aliança entre Londres e Paris é essencial para que a Europa alcance dois objectivos. Em primeiro lugar, a Europa deve reforçar a sua dimensão militar, e uma Europa com efectiva capacidade ao nível do hard power só pode existir através de uma aliança entre Londres e Paris, as duas principais potências militares europeias. (...) Porém, essa nova pujança militar europeia não pode colocar em causa a unidade da Aliança Atlântica. E é aqui que entra em jogo o segundo objectivo que a entente pode ajudar a concretizar: a harmonia entre Paris e Londres é a condição diplomática sine qua non para uma pacificação das hostes europeias no que diz respeito à relação Europa-EUA.

Muitos consideram que esta entente é impossível. É impensável, dirão estes cépticos, assistirmos à convergência de interesses entre dois velhos rivais europeus. Em resposta a este cepticismo, convém frisar que os europeus vivem numa época em que têm mesmo de pensar no impensável e ousar fazer o impossível. Como afirmou Fernando Gil, “a Europa vive dias estranhos, que nunca antes conheceu, e perante os quais se descobre desamparada, sem hábitos” perante o “seu declínio relativo”[vi]. Perante a ascensão das novas potências não-ocidentais e perante o declínio relativo da Europa, os europeus têm de adquirir novos hábitos intelectuais e estratégicos. Aquilo que seria uma aberração no passado – uma efectiva aliança entre Paris e Reino Unido – é hoje uma necessidade estratégica.

(...)

15
Nov10

Isto é tão baixo, dr. Soares. Baixo, baixo.

Henrique Raposo
15
Nov10

E que tal taxar os donos do sistema?

Henrique Raposo

(...)

 

II. Bom, podemos discutir o facto de a banca pagar impostos mais baixos do que uma empresa. Essa é uma discussão que deve ser feita. Mas o ponto aqui é outro. Estamos a falar de um tal imposto "especial" para fins imediatos. E, neste sentido, o argumento de Ulrich faz todo o sentido. Os donos dos não-transaccionáveis servidos em regime de monopólio (EDP, GALP, etc) e os donos das PPP (as construtoras) foram os grandes beneficiados da - errada - política económica seguida nos últimos anos. Fala-se sempre nos lucros da banca. Mas esses lucros são feitos num regime de completa livre concorrência. O mesmo não se pode dizer da EDP e da GALP, que vivem num ambiente completamente protegido pelo Estado. Seria da mais elementar justiça vermos a EDP e a GALP a pagar um imposto especial, idêntico àquele que será lançado sobre a banca. E as construtoras? Bom, sobre isso deixo apenas um excerto de um artigo publicado no Público (15 de Outubro) por Henrique Medina Carreira, Henrique Neto, João Salgueiro e Campos e Cunha: em Abril, a degradação da nossa situação levou "as empresas de rating a fazer um abrupto reajustamento em baixa da notação da dívida pública portuguesa (...) No entanto, o Governo, em claro estado de negação, assinou o contrato de uma grande auto-estrada com um custo equivalente a quase 1% do PIB e assinou o contrato do TGV do Caia-Poceirão (...). Estranhamente, esse contrato foi assinado no dia anterior ao anúncio" do PECII.

 

(...)


Do Expresso online

15
Nov10

10 anos sem betão

Henrique Raposo

1. Fernando Ulrich tem razão: "os dez milhões de portugueses têm de perceber que nos próximos dez anos não se vai investir em auto-estradas, aeroportos, TGV, nem na construção de escolas e universidades" (Expresso/economia, 30 de Outubro).

 

2. As construtoras podem ir pregar para outra freguesia. Ide. Aproveitem a globalização, e ide.

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