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Clube das Repúblicas Mortas

Clube das Repúblicas Mortas

12
Out10

Cojones e realismo

Henrique Raposo

Continuando

 

(...)

III. Aliás, é nisso que V. devia estar a pensar: na próxima década, e não no próximo ano. Ou seja, V. devia pegar nos temas que desenvolveu no verão. As mudanças necessárias na estrutura do estado, na saúde, na educação, etc. são os debates que devem ser desenvolvidos agora. Porque a verdade é esta: todos os jornalistas e analistas que o atacaram por propor mudanças de fundo têm agora de pensar numa coisa: depois do 29 de Setembro, é possível não mudar? Este statu quo é insustentável, e V. teve o mérito de alertar para isso antes de 29 de Setembro. Ao contrário da maioria, eu acho que esse foi o seu melhor momento. V. foi inexperiente e atabalhoado na forma como mexeu em temas quentes (saúde, lei laboral, etc.), mas teve a coragem de mexer. E agora V. está a ver a realidade a dar-lhe razão. Repare numa coisa: a UE já disse a Teixeira dos Santos que ele tem de mudar a lei laboral portuguesa. Mais uma vez, V. tinha razão.

IV. Portanto, V. já demonstrou ter coragem. Mas agora pede-se realismo.

(...)

 

No Expresso online

11
Out10

Caramba, finalmente!

Henrique Raposo

Confederação do sector propões medidas para recuperação de 110 mil empregos

Reabilitação urbana decide futuro do sector da construção

 

(...)

Mexer na lei das rendas

Com promotores, mediadores imobiliários e construtores no seio da sua estrutura, a CPCI tem cada vez mais a certeza de que o segmento do arrendamento é um mercado que tem uma procura crescente. Há vontade de voltar aos centros das cidades e dificuldade em obter financiamentos para comprar casa, pelo que o arrendamento é a melhor opção. Só ainda não há, diz Reis Campos, é confiança no funcionamento deste mercado e, do ponto de vista dos proprietários, a Lei das Rendas não veio resolver os problemas que continuam a colocar Portugal como um dos países com menos contratos de arrendamento - só a Espanha nos ultrapassa.

Facilitar despejos

Diz a nova estratégia da CPCI: "A Lei [das Rendas, revista] deverá respeitar a livre negociação, criar mecanismos expeditos para a resolução das situações de incumprimento contratual e o Estado deverá assumir a sua responsabilidade social de apoio às famílias."

 

(...)

11
Out10

Upsss

Henrique Raposo
11
Out10

Política e abstenção

Henrique Raposo

Podemos ou não concordar com a (posssível) abstenção do PSD, mas uma coisa é certa: estamos, finalmente, a falar de política. Se jogar essa cartada, Passos joga tudo, e será avaliado por isso, de forma clara, sem meias tintas.

11
Out10

A democracia não funciona sem uma responsabilização clara

Henrique Raposo

(...)

III. E o pior disto tudo é que V., caro Pedro Passos Coelho, corre o risco de ficar associado à austeridade do FMI, mesmo quando não tem culpas no cartório. E, assim, aconteceria algo de pouco digno para a democracia: com o FMI em Portugal, Sócrates desviaria para o FMI e para o PSD o ónus de 15 anos de governação socialista. Pior: V. corre o risco de recusar um orçamento que aumenta impostos para depois aprovar como primeiro-ministro um "orçamento FMI" que aumenta impostos. Porque, meu caro, se V. vencer as eleições antecipadas em maio, V. governará com o FMI, e o seu Governo não passará de um faxineiro da sujeira deixada pelo PS. Ou seja, o PSD fará o trabalho sujo que devia ser feito pelo PS. E, assim, mais uma vez, Portugal perderá a oportunidade de ter um Governo reformista, porque V. teve demasiada pressa para chegar ao poder, e porque não deixou que a democracia punisse convenientemente o adversário.

(...)


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