
Lá pelo meio:
"O mistério da ternura! Aquele homem que cheirava a suor e à resina dos pinhos, ao surro encardido de quem trabalha a terra e vive entre animais. Aquele homem zarolho, calejado, golpeado, de barba crescida, roupa esgarçada, que lavava as mãos e a cara todos os dias, mas o resto só nas festas. Àquele homem me abracei a chorar, porque não tinha palavras para lhe dizer a minha ternura e o bem que lhe queria".
Uma boa linha de investigação, esta: deixar esta pós-modernidade que obriga toda a gente a ser uma cínico profissional, e tentar perceber o mistério da ternura. E perceber por que razão, depois de tanta pós-modernice a dizer que "já não há narrativas", ainda existe esta sede pela coisa mais simples: ouvir ou ler uma história.

Há muito tempo que não chorava no final de um livro.
O Tratado pode ser, de facto, um novo começo, sobretudo para a dimensão externa. Vamos ver se os estados europeus têm a vontade para aproveitar as CEP.
2. Misturar ciência com política não é próprio do espírito científico, nem dos espíritos livres.




