No meio desta música, há um diálogo de um filme que termina assim: "se existiu algum deus de luz e da bondade, esse deus desapareceu, e alguma coisa governa no seu lugar". Há 10 anos, isto não me dizia nada. Era só uma parte de uma música que adorava. Hoje, continuo a gostar da música, mas acrescento: mesmo que esse Deus da luz tenha desaparecido, temos de continuar a actuar como se essa luz existisse.

Continuo a achar que é um filme falhado, muito, muito longe da qualidade do primeiro e, sobretudo, do segundo da série. Mas, na última vez que vi, fiquei a pensar que não é tão mau como eu pensava. Para o final da saga, George Miller quis dar um sinal de esperança. E por isso cruzou Mad Max com Peter Pan. No ecrã, a coisa não flui. Mas no papel a ideia não seria má. E, acreditem, não é mau filme de Natal.

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O Nuno Gouveia tem toda a razão: "Galactica" é uma grande série. Uma grande saga, como escrevi aqui.

Medeiros Ferreira e Francisco José Viegas a respeito desse grande avanço que seria um seguro obrigatório contra sismos.
O PS decidiu tornar tudo ainda mais confuso. Durante meses, queixou-se de que a presidência da república pretendia condicionar a governação e lamentou que fosse demasiado íntima do PSD. E eis que vem agora pedir ao presidente que proteja o governo e que passe a orientar o PSD. Porque são esses os únicos sentidos que pode ter o seu bizarro “apelo” a Cavaco Silva.
Deseja o PS ter Cavaco Silva como líder supremo, ou usá-lo como intermediário de um Bloco Central informal? A maioria dos observadores preferiu acreditar que se trata apenas de mais uma habilidade para marcar pontos no concurso da vitimização pré-eleitoral. Se é isso, é canseira inútil. Há uma coisa que o PS já deveria ter percebido: o país nunca mais dará maiorias absolutas a estes chefes partidários. Mas talvez não seja isso. Mais provavelmente, é apenas o que parece: desorientação.
A classe política portuguesa viu o futuro esta semana, e estremeceu. O futuro, para Portugal, chama-se Grécia e Irlanda. Ainda lá não chegámos, mas vamos a caminho. Os nossos políticos, com o Estado que temos e a economia que o Estado nos deixa ter, já se estão a ver gregos e irlandeses, e sabem que lhes falta autoridade para sujeitar o país a mais um apertão. Esse é que é o problema da governabilidade em Portugal. Que só se há-de resolver noutro regime e com outras lideranças políticas.




