Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
0% Estado de Direito; 100% Estado Social, a dieta da III República

Os empresários esperam anos para que os tribunais resolvam o pagamento de dívidas. Como nada acontece ao nível do Estado de Direito, os ditos empresários são forçados a recorrer às esmolas do Estado Social. Os governos não têm coragem para reformar o Estado de Direito; os tribunais emperram a economia, e essa economia, depois, tem de pedir esmola durante as campanhas eleitorais.



por Henrique Raposo às 09:49 | link | partilhar

Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Jojó na primeira classe

Acabei de chumbar na primeira classe: já não sei fazer contas de dividir no papel.



por Henrique Raposo às 21:32 | link | partilhar

Humor marxista

Portugal é mesmo o pequeno Astérix de Marx. Um minuto antes do primetime, ou seja, às 19.59, um senhor do POUS estava na RTP1 a dizer que é preciso regressar às nacionalizações do PREC. É por estas e por outros outras que é quase impossível explicar a política portuguesa lá fora.



por Henrique Raposo às 20:00 | link | partilhar

Twitter my ass

Estive um dia no twitter. Não gostei. Já apaguei a conta. Não percebo a paixão que tanta gente tem por aquilo.

 

Se quero falar com pessoas, pego no tlm e ligo, ou mando mail. Aquilo não é falar nem escrever. É uma perda de tempo numa coisa que abole a linguagem, a escrita, e a falada. Gosto de falar e de escrever, não gosto de twittar. Aquilo pode ser uma boa ferramenta de trabalho para jornalistas. Fora isso, é perda de tempo. No meu tempo, twittar implicava imperiais e tremoços, mesas e cadeiras.

 

Ainda há dias perguntei a um amigo: "se estás sempre no twitter, no facebook, no mail, e no tlm, como é que tens tempo para, vá, ler?". A geração do twitter lê? Tem tempo para ler?



por Henrique Raposo às 19:25 | link | partilhar

Portugais, aqui dentro

 

A trama policial vai percorrendo, e ligando, todos os Portugais possíveis, do presente e do passado. Há a memória da guerra em África, e a solidão das aldeias de hoje. Há a guerra urbana de Santo Ovídio, e a guerra sexual que era Luanda em 1972.



por Henrique Raposo às 18:06 | link | partilhar

Sobre o debate de ontem

A política portuguesa é isto mesmo: uma gritaria e orgia de protagonismo. Nada mais. Onde andam os políticos e a política?


André Pereira



por Henrique Raposo às 12:33 | link | partilhar

Pedido de desculpas porquê?

1. No blog de José Mário Silva, ler sff este texto do Pedro Mexia sobre o "caso João Bonifácio".

 

2. Este país está a precisar de dar uma queca. Anda tudo irritado. Anda tudo amuado. Ninguém aceita críticas ou um mero gozo. Se calhar, é normal dado que o nosso PM fala em "liberdade respeitosa", um termo que Salazar ia gostar muito.

Isto está a ficar bonito. O facto de um texto despertar polémica e insultos deveria deixar contentes os responsáveis do jornal, e não o inverso. As pessoas têm a palavra "Liberdade" na boca, mas, depois, na prática, não sabem o que são as liberdades. E convivem mal com elas.



por Henrique Raposo às 12:15 | link | partilhar

Pedido à ASAE

Impedir que os indianos tirem bicas. Cada restaurante indiano tem de ter uma Ti'Maria para tirar bicas. Uma bica tirada por um Chellaney ou Amir é que não. 



por Henrique Raposo às 11:38 | link | partilhar

Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Aparelho de Estado

Além de bonitos, esta malta é inteligente, e civilizada. Henrique Burnay, João Galamba, Pedro Zamith, Ana Matos Pires, Alexandre Homem Cristo, Vasco Barreto, Nuno Miguel Guedes, Sofia Rocha e Diogo Moreira. Eis o novo blog político do Expresso, Aparelho de Estado.

 

Temos a arte de Zamith, o cepticismo liberal de Henrique Burnay, e o cepticismo tayloriano de João Galamba. Temos as causas de Ana Matos Pires, e a raça telúrica (e jurídica) de Sofia Rocha. Temos Schmitt plus Aron do Alex Homem Cristo, a classe de Nuno Miguel Guedes e a frontalidade olímpica de Vasco Barreto. Na foto, falta o Diogo Moreira, o Mr. Ciência Política/História.

 



por Henrique Raposo às 23:45 | link | partilhar

Isto foi um debate?

I. Bom, eu adormeci no meio do debate. Foi um debate mesmo mau. Mau demais para ser verdade. Mais de metade do debate foi uma coisa para contabilistas. E eu não percebi nada. Sei que falaram da diferença entre “dívidas aos fornecedores” e “dívidas à banca”, mas não entendi nada. E, como eu, 99% das pessoas que fizeram o frete de ver isto também não entenderam.

Depois, no meio das contas, houve o habitual jogo do empurra das culpas, com Costa a dizer que a culpa é de Santana, e Santana a dizer que a culpa é de Costa. Isto, aliás, é a versão em miniatura do debate que existirá entre Sócrates e Ferreira Leite: só falarão do passado, com PS e PSD a jogarem as culpas para o colo um do outro. Não há ideias políticas concretas para o futuro. Só há ódiozinho pessoal direccionado ao passado.

Os lisboetas querem viver numa cidade onde os prédios não caiam, mas os candidatos falam das contas de 2004! E quando não falam das contas do passado, falam de outra coisa do passado: o túnel. Parece que estão a gozar com quem vive na cidade.

 

II. Como é que Santana e Costa conseguiram discutir Lisboa sem falar da porcaria de cão nos passeios, nas obras constantes nos passeios, nos passeios sem calçada, no lixo na rua? Como é que falaram de reabilitação urbana sem falar da malvada lei das rendas? Nunca haverá nova vida em Lisboa (ou no Porto, por ex.) enquanto não extinguirmos a jurássica lei das rendas que – basicamente – retirou a propriedade dos prédios aos senhorios. Sem isso nada feito. Eles sabem disso, e são desonestos ao retirar isso do debate.

 

III. Para se perceber como o debate foi mesmo mau, vejamos o que ficou por falar: mal se falou do aeroporto; mal se falou dos contentores de Alcântara; mal se falou da terceira ponte sobre o Tejo. E sinceramente não percebi as políticas dos candidatos para o trânsito. Mais: não se falou das “empresas municipais” que não passam de coutadas partidárias que vivem à conta do erário público. Ou seja, isto não foi um debate. Foi uma ocasião para assistir ao ódiozinho pessoal entre duas pessoas, que, por acaso, são políticos.

 

IV. Muita gente questiona-se sobre isto: “como é possível que alguém como o Santana ande ainda por aqui?”. Nunca percebo muito bem o que querem dizer com o “alguém como”. Presumo que se refiram à vida pessoal de Santana, ou ao feitio pessoal de Santana. Não sei nada sobre isso. Mas sei de uma coisa: a política portuguesa é isso mesmo: pessoalismo irritante, um concurso de “imagens” pessoais, onde a política – as ideias políticas – não existem. Neste sentido, Santana não é a excepção, mas sim a normalidade da política portuguesa. Santana irrita porque ele é a personificação da política portuguesa: um vaivém de impulsos pessoais, sem um pingo de ideais políticos. Uma política onde só existe ego, e ódiozinhos pessoais. Uma política sem política, portanto.

 



por Henrique Raposo às 22:15 | link | partilhar

Labuta eleitoral

Está aí novo blog eleitoral: a Rua Direita. Esperamos que este blog discuta aquilo que o CDS quer ser, e não apenas aquilo que Sócrates fez de errado. Não chega dizer que o outro fez mal x e y. É preciso apontar caminhos diferentes. Realmente diferentes.  O mesmo se aplica ao Jamais. A campanha não pode ser apenas um referendo a José Sócrates. Por isso, a ideia de meter num blog do PSD "mais 4 anos de Sócrates? Não" parece-me, a este nível, pouco feliz.



por Henrique Raposo às 10:32 | link | partilhar

Comunismo = Fascismo

Crónica do Expresso: Astérix de Marx

 

... não existirá uma plena unidade europeia enquanto os europeus ocidentais não aceitarem que o comunismo foi tão mau como o fascismo. Como cidadãos europeus, devemos prestar homenagem às vítimas do Holocausto e do gulag, e não apenas às vítimas do Holocausto. Exportemos, então, Alberto João para Bruxelas.

 

 

 PS: existe ainda outro problema dos europeus ocidentais com os europeus de leste. A Europa de leste não se esquece de uma coisa: não foi apenas Hitler que começou a II Guerra. A Polónia foi invadida pela Alemanha mas também pela URSS; Alemanha e URSS invadiram (ao mesmo tempo, em conluio político e em articulação militar) a Polónia em Setembro de 1939. Mais: a primeira fase da guerra foi uma divisão de terras entre nazis e comunistas. A malta, deste lado da Europa, não quer saber disto. Mas a malta, do outro lado, quer. Foram eles que viveram isto. 



por Henrique Raposo às 10:00 | link | partilhar

O resto é conversa

 

Até os palestinianos serem capazes de se governar e respeitar compromissos, não haverá cedências de Israel. Não é missão do Estado judeu promover a sua própria aniquilação.

 

José Cutileiro

 



por Henrique Raposo às 09:51 | link | partilhar

Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Da série "acabei de ler isto há 15 dias, mas ainda estou a bater mal"

https://1.bp.blogspot.com/_TjE6I2hZRo8/SUt1JCUkiNI/AAAAAAAAATY/iY3FxVNHDnc/s320/a_estrada.JPG

 

E se este livro for uma revolta contra a (a)moralidade pós-moderna, que aboliu qualquer ética transcendente?
Tem de existir uma transcendência ética acima do aqui e agora. Tem de existir. Chamem-lhe deus, ética, honra, dever, amor, direito natural, mas tem de existir essa transcendência que me impõe um dever perante o meu filho, ou mesmo perante um completo estranho. O livro mostra isso. Mostra esse dever transcendente que temos para com os nossos, mas também com estranhos. Mostra que a bondade é possível, mesmo num mundo de estranhos, mesmo com o Mad Max apocalíptico a bater à porta.



por Henrique Raposo às 22:24 | link | partilhar

Sobre Santana vs Costa e sobre Louçã vs. Sócrates...

... a minha mãe disse tudo: "parecem gaiatos pequenos. Não gosto da política assim".



por Henrique Raposo às 20:41 | link | partilhar

autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009