
O meu partido, que está em fase de elaboração do programa de governo: PLL, Partido Libertário e Libertino. Slogans de campanha:
Libertinos do mundo, uni-vos!
Todos-nós-temos-o-Sade-na-voz.
Solta o libertário que há em ti.
(Adam) Smith, amigo, o povo está contigo!

Sou libertário e libertino.
Crónica do Expresso: Obama é Huntington
[...] Além de combater o universalismo que os neoconservadores queriam impor ao mundo, Huntington lutou contra o relativismo que a esquerda multiculturalista queria impor à América. Neste ponto, Obama também é 'huntingtoneano'. Obama simboliza uma América pós-racial. Não podemos definir Obama como afro-americano. Obama é americano. Sem o hífen multiculturalista. E esta destruição do multiculturalismo às mãos de Obama é ainda mais evidente quando observamos o amor do novo Presidente pelos valores tradicionais (patriotismo, Deus, família). Obama está a exterminar o relativismo moral da esquerda, e, ao mesmo tempo, está a disputar os votos conservadores com os republicanos.
O messias negro tem fama de progressista, mas é, na verdade, um portentoso conservador.
- Consta que o PSD está a fazer o seu programa de governo. Ora, esse programa tem de resolver – de uma vez por todas – o problema de identidade do PSD. O PSD quer ser o quê? Sendo o PS o partido do Estado (os homens são de esquerda, pá), o PSD só faz sentido – e só tinha a ganhar – em ser o partido da sociedade “contra” o Estado. O PSD quer ou não salvar a sociedade portuguesa deste Estado de coisas? Tem ou não coragem de dizer aos portugueses que o facto de o Estado gastar 35 cêntimos de cada euro que produzimos (só em despesas correntes, fora as prestações sociais; com isso chega-se aos 50 cêntimos no bolso do Estado) é uma indecência que já perdeu a graça?
- Um manifesto assente na palavra “verdade” não quer dizer nada. Não é um manifesto politico. É uma declaração oca, um abraço que se dá ao eleitorado, dentro da esperteza saloia do “ela é honesta, ele não é”. A carinha séria de MFL não chega. Não chega dizer que MFL é séria, que diz a verdade. Isto não é para escolher um amigo ou, neste caso, uma avó. É para escolher um PM. E neste sentido eu não sei o que MFL quer para o país, a não ser que está contra as grandes obras, e que é séria. É pouco.
- O pior que pode acontecer é isto: o PSD pensar que tudo o que é “socrático” é mau. Não é. Uma das coisas que o PSD tem de fazer a sério é algo que Sócrates começou mas não conseguiu (não quis?) acabar: fazer guerra às corporações e sindicatos. Um governo de PSD tem de ser igualmente duro, ainda mais duro, aliás, com as corporações. Se vier agora com a mensagem do diálogo guterrista – por oposição à arrogância socrática – é mau. Se é para isso, deixem-se estar em casa chupando figos.
- O PSD vai ter coragem para cortar na despesa do Estado para depois ter margem para uma necessária baixa de impostos? Vai ter coragem de dizer que o Estado não é a Santa Casa? Vai conseguir dizer que o dinheiro é nosso e não do Estado?
- Vai fazer uma política educativa realmente diferente do PS? Isto é, vai dar autonomia às escolas públicas (libertando-as das DREN - despedindo os milhares de burocratas do MdE que nunca viram uma escola)? Vai apoiar o ensino privado como deve ser? Vai introduzir a medida mais séria e justa: o cheque ensino?
- Na saúde, vai fazer parcerias com outras entidades sem complexos ideológicos? Vai introduzir o cheque-saúde, a medida mais justa (e eficaz) nesta área?
- Tem coragem de impor um código laboral realmente ajustado ao nosso tempo? Um código laboral que retire Portugal do fim a lista mundial (mundial) da rigidez laboral? Como é que Portugal pode competir com os outros parceiros europeus (nem sequer falo do resto do mundo) quando joga na 3.ª divisão mundial em termos de flexibilidade laboral? Alguém faz a gentileza de me responder a isto?
- vai ter coragem de mudar a lei que possibilita que milhares de boys rosa dêem lugar a mulheres de boys laranja na alta função pública? Se quer dar mesmo um exemplo de “verdade”, então MFL deve abolir isso e impor como regra o seguinte: o acesso aos altos cargos da função pública deve ser feito por concurso público, e as pessoas ficam lá seja qual for o governo. Temos de acabar com o espectáculo pornográfico da dança dos boys nas trocas de governos. O cartão partidário não pode continuar a ser o factor de escolha das pessoas para os cargos. Eu vou votar PSD para que os boys rosas dêem lugar a boys iguais mas de cor diferente? Nem pensem.
- Se querem ganhar o poder só por ganhar, se querem ganhar o poder sem dizer as coisas difíceis, então, não vão ter a legitimidade para as fazer quando estiverem no poder. E se o PSD, quando voltar ao governo, não fizer as tais coisas difíceis (salvando a sociedade do estado), se cair no status quo como o PS, então, o PSD nunca mais lá volta, porque será a segunda vez que falha. Não há terceira vez. Até porque, sinceramnte, o regime não aguenta mais este pântano que adia as reformas que têm de ser feitas mas que ninguém faz. É por isso que andamos há 10 anos a divergir da Europa.

Durante o seu reinado, Sócrates seguiu um lema: ser o anti-Guterres. A teimosia (insuportável) do 'PS Sócrates' foi desenhada para contrastar com a moleza (insuportável) do 'PS Guterres'. E existe ainda outro ponto que distingue Sócrates de Guterres: Sócrates não vai fugir [...]
PS: na foto, o tal menino que arruinou "isto". Ao pé de Guterres, Sócrates é de menor importância para explicar a ruína económica e social do país. Mas o menino socialista-católico, que fugiu em 2002, continua a ter boa imprensa. Porquê? Porque anda a salvar os pobrezinhos do mundo. Cagou em nós, fugiu, mas como é uma Angelina Jolie sem decote tem boa imprensa.
O "Boléro" de Ravel foi a primeira música de elevador da história. Chatinha, chatinha.
Luciano Amaral

O universo de Fonseca e Rodrigues é muito parecido: sexo, violência, adultério, tragédia familiar, etc. Mas a forma como abordam esse universo é completamente diferente. Parecem gémeos no quê, mas inimigos no como.
Fonseca é o rei da secura. Fonseca parece um marciano observando os humanos. Donde a sua escrita é um espaço sem adjectivos. Nelson, não. Nelson é um dos nossos, ele faz parte dessa tragédia. Não é um marciano que observa. Ele está dentro da selva. Daí ser o rei da volúpia formal não contida, que está nos antípodas da escrita de Fonseca.

Zakaria
Não, Jojó! Os primeiros dez segundos não são o início da banda sonona do Tubarão.

Nelson Rodrigues estava muito mal. Pensava mesmo que morria. Um colega do jornal pergunta "quais são as tuas últimas palavras, Nelson?". "Você promete que publica?", respondeu o bardo tarado. Ao receber o sim, dispara: "Que besta graduada era o Carlos Marx!".
Noronha de Nascimento é o manda-chuva do nosso Supremo Tribunal de Justiça. Mas não parece. Nascimento comporta-se mais como um líder de um partido, tal é a sua ânsia de dar palpites sobre medidas políticas. O Expresso perguntou-lhe como poderíamos mudar as coisas na Justiça. Ele responde o seguinte: controlar o crédito ao consumo (ah?), e, segurem-se, fazer a regionalização. E eu fiquei pensando: mas este tipo é um juiz ou é o Vitalino Canas?
É exasperante a forma como os nossos juízes e procuradores tentam participar no processo político, coisa que fica muito a montante da sua posição de agentes da justiça. Os nossos juízes são de uma espécie à parte: os juízes-políticos.




