Helena Matos
José Cutileiro

Barroso é odiado pelos ‘europeístas’ fanáticos, que, ao longo das últimas décadas, conceberam a Europa como a anti-América. Barroso recusa esta concepção de Europa, e defende um incremento das relações EUA-UE. Este dado é fundamental, pois vivemos uma época marcada por uma necessidade imperiosa: a refundação da relação transatlântica, no sentido de evitar que a América olhe – ainda mais – para o Oceano Pacífico e para as relações transpacíficas.
Adolfo Mesquita Nunes

Os taxistas do Porto são homens calados. Bravo. Lisboa devia importar taxistas do Porto. Já não há saco para o taxista-tagarela aqui da capital.
PS: posso estar enganado. Se calhar, apanhei os únicos taxistas-calados do Porto. Cinco não é grande amostra, mas já dá para criar a ilusão de uma cidade onde há silêncio dentro dos táxis.
[...] Numa sociedade livre, a Manuela Moura Guedes é a normalidade, e a Fátima Campos Ferreira a anormalidade [...]
[...] Os procuradores são os advogados do Estado, e, como tal, deveriam estar ligados ao poder democraticamente eleito, isto é, ao ministro da Justiça (MJ). Porém, no actual statu quo, os nossos procuradores respeitam apenas o seu sindicato, e desprezam o MJ. Os procuradores portugueses não são advogados do Estado. São, isso sim, fiéis escudeiros do seu sindicato. Esta impunidade corporativa do MP, que escapa à responsabilização democrática, tem de acabar [...]

André Macedo
2.
Este editoral de André Macedo resume bem a figura de Marinho Pinto. Ele tem muitas vezes razão, mas, ao comportar-se como um justiceiro-que-não-pára-calado-um-minuto, perde muitas vezes essa razão. Tem a típica atitude dos "virtuosos" que rapidamente acabam na categoria dos "chatos". Pinto tem um dos vícios dos agentes da justiça portuguesa: esquece que tem um cargo institucional e começa a opinar a torto e a direito, perdendo o rasto à sua função institucional.




