E se este livro for uma revolta contra a (a)moralidade pós-moderna, que aboliu qualquer ética transcendente?
Tem de existir uma transcendência ética acima do aqui e agora. Tem de existir. Chamem-lhe deus, ética, honra, dever, amor, direito natural, mas tem de existir essa transcendência que me impõe um dever perante o meu filho, ou mesmo perante um completo estranho. O livro mostra isso. Mostra esse dever transcendente que temos para com os nossos, mas também com estranhos. Mostra que a bondade é possível, mesmo num mundo de estranhos, mesmo com o Mad Max apocalíptico a bater à porta.




