Sábado, 20 de Junho de 2009
Lápis

Luís não lia livros; conversava com livros. O livro era um sujeito para Luís. Donde o lápis funcionava como o idioma desse falatório mouco. Luís sublinhava, como se estivesse escutando (e sublinhar é isso mesmo: um escutar com atenção de tísico); escrevia nas margens, como se estivesse a falar para alguém. Essa fala podia ser dirigida ao autor, mas, na maioria dos casos, era dirigida a si mesmo. Aquela conversa era, portanto, um monólogo. Um monólogo clínico, para sermos exactos: Luís sentava, e o livro fazia de psicólogo. 



por Henrique Raposo às 22:56 | link | partilhar

autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009