Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
O programa do governo, ponto político prévio

1. Antes mesmo da substância do programa, há aqui uma questão de Política a discutir. Sócrates está com uma estratégia meio chico esperta: “nós queremos governar, e, por isso, as oposições têm de assumir as suas responsabilidades”. Ou seja, as oposições têm de dizer sim a tudo, senão serão apelidadas de anti-patriotas pelo PS. Isto é uma táctica muito bushista. Era Bush que dizia “se estão contra mim, estão contra a América”.

 

2. Deve existir respeito pelas instituições. As eleições, em Portugal, elegem deputados. Não elegem um governo. O governo sai da assembleia, e deve respeitar a composição da assembleia. Como dizia há pouco Sarsfield Cabral, na SIC, este governo está a comportar-se como se ainda tivesse uma maioria absoluta. Não se pode tratar a oposição como se fosse um fantoche. O governo tem de negociar; não pode impor o seu programa ao país desta forma.

 

3. Este jogo de “culpabilização” dos outros - “que não nos deixam governar” - faz lembrar Cavaco em 85-87. Se calhar, Sócrates começou agora o jogo para tentar uma segunda maioria absoluta – provocando eleições antecipadas

 

 



por Henrique Raposo às 23:29 | link | partilhar

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Henrique Raposo
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