Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Desisto

 

Vão criar uma empresa pública para gerir as PPP.

 

 




por Henrique Raposo às 21:07 | link | partilhar

Batalha de ideias, e não só de ideias económicas

"quem não sabe economia não interessa, mas quem sabe só economia ainda interessa menos. A batalha é de ideias, não é só de ideias económicas"

José Manuel Moreira



por Henrique Raposo às 18:26 | link | partilhar

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é algo que a nossa cultura política devia ter em mais conta. Não é da UE, não pertence à conversa do costume sobre a "Europa", mas é um órgão europeu fundamental para a reforma da nossa República, nomeadamente no campo da justiça. Este Tribunal do Conselho da Europa está ali desde 1959, e nós entrámos para lá em 1976. Em 1998, o TEDH levou com um up-grade fundamental que o transformou num órgão fundamental da construção da Europa (apesar de não ser da UE). Em 2010, no contexto desta crise, dentro da necessidade de refazermos muita coisa, convinha olharmos para lá com mais atenção.




por Henrique Raposo às 15:09 | link | partilhar

Declaração ideológica para hoje



por Henrique Raposo às 14:01 | link | partilhar

Gémeos na forma como tratam os jornalistas



por Henrique Raposo às 10:07 | link | partilhar

Teixeira dos Santos e a reforma da lei laboral
Repito o que escrevi no pós-29 de Setembro:

1. Na reunião dos países do euro, Teixeira dos Santos já recebeu outro acertado recado: "olha, já cortaste na despesa, mas agora tens de flexibilizar a lei laboral". Querem um desenho? Quando saiu de Portugal, o anterior director da Auto-Europa, Andreas Hinrichs, afirmou o seguinte ao Expresso: "Portugal precisa de mais flexibilidade laboral". Querem um desenho?

 

2. É triste: as mudanças necessárias são sempre impostas a partir de fora. A UE e Hinrichs estão apenas a dizer aquilo que um número enorme de liberais portugueses anda a dizer há anos. Há anos. Mas, claro, estes liberais são "neoliberais fascistas", ilegítimos e aquilo que dizem não pode ser seguido. Porém, aquilo que estes agentes perigosos da CIA sempre afirmaram vai agora ser implementado devido a pressões vindas da UE. A UE não é neoliberal fascista? Porque vem da UE, essa flexibilização laboral é "técnica", logo, "inevitável"? Porque razão se aceita x se a origem for externa, mas já não se aceita x se a origem for portuguesa? É o complexo Gramido.



por Henrique Raposo às 09:58 | link | partilhar

Paulo Rangel: sair do socialismo

 

Texto de hoje do Expresso online:

 

(...)

 

III. A minha geração, à direita, é demasiado estrangeirada. Os "nossos" autores são sempre estrangeiros. Neste sentido, este livro é um desafio interessante, porque Paulo Rangel tem raízes portuguesas. Sim, Rangel conhece os autores da tradição liberal clássica ou liberal conservadora como Montesquieu. Mas tem raízes portuguesas, que a minha geração devia conhecer mais. Para começar, Rangel tem claras influências do catolicismo progressista da revista "Tempo e o Modo", um dos movimentos que mais contestou o antigo regime. Às vezes, até apetece dizer que Rangel é o Alçada Baptista da política. Porquê? Porque em muitos textos ele aplica aquele carinho, aquela ternura do Alçada. Isso vê-se, por exemplo, na forma como fala do Porto e dos portuenses. Depois, são evidentes as influências do liberalismo conservador de Lucas Pires e do Grupo de Ofir. Um projecto político que dava jeito hoje em dia (e isto não deixa de ser curioso: é um destacado membro do PSD que recupera o legado de Lucas Pires e 'daquele' CDS).

 

(...)



por Henrique Raposo às 09:52 | link | partilhar

Cultura política em Portugal

Coisas que se aprendem na net:

 

1. Uma pessoa de esquerda pode ser de esquerda.

2. Uma pessoa de direita não pode ser de direita. Tem de ser neutral, analítica. Se for mesmo de direita, está a cometer um pecado: "enviesamento ideológico".

3. Uma pessoa de esquerda pode insultar outra pessoa na boa, porque não está a insultar. Está só a expressar opiniões.

4. Uma pessoa de direita não pode expressar opiniões, porque isso é ofensivo.



por Henrique Raposo às 08:18 | link | partilhar

Domingo, 28 de Novembro de 2010
A fábula anti-comunista, a fábula anti-totalitária

 

1. A redenção pessoal no meio do caos e opressão de um sistema totalitário. É uma fábula? Talvez. E daí? Um filme não é uma lição de história objectiva. Já há documentários sobre a Stasi.

 

2. Perante um homem a procurar a redenção, o sistema comunista torna-se ainda mais patético. Há quem tenha ódio dos comunistas. Eu só tenho pena.



por Henrique Raposo às 15:50 | link | partilhar

Sábado, 27 de Novembro de 2010
Um grande actor

 

E, ainda por cima, um actor à moda antiga, que sabe falar através do silêncio.



por Henrique Raposo às 20:01 | link | partilhar

"liberal-cristão" é um excelente termo



por Henrique Raposo às 15:28 | link | partilhar

A melhor expressão da bola: "que haja taça"

 

As equipas pequenas costumam encontrar motivação extra no confronto com os grandes. Espero que isso aconteça hoje.



por Henrique Raposo às 15:04 | link | partilhar

O ministro caceteiro

 

Este governo deu um novo conceito à teoria política moderna: o comentador-caceteiro-que-por-acaso-é-ministro-da-defesa.



por Henrique Raposo às 13:29 | link | partilhar

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
Alma Conservadora

 

Texto de hoje do Expresso online:

 

"... não é um livro brilhante sobre o conservadorismo anglo-saxónico enquanto escola de pensamento (há muito, muito melhor), mas é, de facto, uma boa análise do estado actual da direita americana. E se Walzer perguntou se podia haver uma esquerda decente, Sullivan - perante o actual fanatismo e radicalismo do movimento republicano - fez a seguinte pergunta: pode haver uma direita americana não-fanática, não-ideológica, não-ultrareligiosa? Pode. Contra os "conservadores da fé", Sullivan - um "conservador da dúvida" - defende o valor do cepticismo, e tem toda a razão. No ADN do conservador, o cepticismo está antes de tudo. O conservador parte da dúvida e não da certeza. A certeza é coisa de reaccionário"

 

(...)

 

III. Com todos os seus defeitos, o livro de Sullivan acaba por mostrar uma coisa muito importante: nos EUA de hoje, a grande maioria dos republicanos (uma mera posição partidária) não são conservadores (uma essência)".



por Henrique Raposo às 09:30 | link | partilhar

Alemanha

 

Crónica da semana passada:

 

 

Meus amigos, eu não sou propriamente um germanófilo. Aliás, a minha lista de embirrações antigermânicas é maior do que o PIB alemão: vivi uma temporada na Baviera, e nunca vi um sorriso nativo; a comida alemã é a pior da Europa; Gerhard Schroeder é uma vergonha política sem nome; o Benfica perde sempre na Alemanha; chumbei no secundário por causa do Alemão (bem que podia tirar 19 a História ou a Português, que o sacaninha do 9 a Alemão aparecia sempre); tirando Kant, Schopenhauer e Nietzsche, nunca gostei dos pensadores alemães (solipsismo-com-palavras-de-cinquenta-carateres não é o mesmo que pensamento); e, num Algarve já remoto, uma balzaquiana teutónica partiu-me o coração (ela falava de Bismarck, amigos). Como podem ver, sou um bocadinho germanófobo. E é por isso que senti uma picada epistemológica quando cheguei a esta conclusão germanófila: na atual gestão da crise do euro e da dívida, a Alemanha tem a razão do seu lado.

No meio das discussões técnicas do 'economês', as pessoas tendem a esquecer que o euro assenta num acordo político: a Alemanha abdicou do marco, e, em troca, o resto da UE aceitou cumprir um conjunto de regras 'germânicas'. A Alemanha unificada era demasiado poderosa, e tinha de ser açaimada. O euro foi esse açaime institucional que os alemães aceitaram colocar. Ora, Berlim cumpriu a sua parte do acordo. Atenas, Lisboa e afins infringiram esse acordo. A Grécia mentiu, e Portugal foi irresponsável. Porém, de forma inacreditável, temos assistido à inversão do ónus da responsabilidade. Meio mundo anda a culpar a Alemanha pela atual crise e a exigir que Berlim pague as contas dos Estados endividados sem qualquer protesto ou exigência. Peço imensa desculpa, meus caros amigos, mas a Alemanha tem o direito e o dever de ser dura com a Grécia e com Portugal. A ajuda a estes países não pode ser uma mera questão técnica. Tem de ser uma questão política: em troca da ajuda financeira, Grécia e Portugal têm de ser forçados a realizar reformas institucionais que impeçam a repetição desta situação.

Estas exigências alemãs só não são compreensíveis para aqueles que já esqueceram um pormenor: a Alemanha é uma democracia antes de ser uma passadora-de-cheques. Na gestão desta crise, Merkel tem de gerir as angústias do eleitor-contribuinte alemão, essa personagem que os europeístas de algibeira tendem a negligenciar. Merkel não pode simplesmente pegar no dinheiro dos alemães e dizer 'olhem, vou ali ao Club Med pagar as contas daqueles malandros que seduzem as nossas balzaquianas nas praias'. Como é fácil perceber, o contribuinte alemão não pode pensar que o seu dinheiro é uma caução eterna da vaidade consumista dos povos do Sul; o eleitor alemão tem de pensar que esta ajuda extra é uma alavanca para uma mudança de comportamentos na Grécia e em Portugal, no sentido de colocar esses Estados na rota de cumprimento do acordo celebrado aquando da fundação do euro. Por outras palavras, o euro não pode ser construído contra a vontade do povo alemão (86% dos alemães estava contra a ajuda à Grécia). Se os alemães atingirem o ponto de saturação com o euro, a UE ficará à beira do abismo. Perante tudo isto, meus amigos, seria bom que os povos do Sul começassem a fazer os seus trabalhos de casa a tempo e horas. É que não existe nenhum buço hitleriano na face über-balzaquiana de Merkel.



por Henrique Raposo às 08:44 | link | partilhar

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