Quarta-feira, 31 de Março de 2010
Já tinha reparado. Adoram os ursos, mas detestam os vizinhos do lado

Os psicólogos canadianos Nina Mazar e Chen-Bo Zhong (sino-canadiano?) publicaram na Psychological Science os resultados de um estudo curioso. O objectivo era saber se os produtos biológicos tornavam os seus consumidores pessoas melhores. Pois parece que não. Olha a grande surpresa! Não me digam que uma pessoa que só consome produtos bons para o ambiente não é necessariamente uma pessoa melhor? Pode ser ou pode não ser. Mas segundo este estudo, não é mesmo. Naquele grupo de bichos humanos foi observada uma espécie de mecanismo de compensação a funcionar do seguinte modo. Os que compravam produtos biológicos tinham uma tendência mais acentuada para mentir, roubar e ser malcriado que os outros consumidores de produtos não especialmente ecológicos. Os primeiros, como já tinham dado para o peditório do bem (comprando iogurtes de soja e lâmpadas economizadoras de energia eléctrica), davam a si próprios uma folga para fazer asneira. Parece que havia uma ideia inocente de que os amantes da ecologia eram sempre pessoas mais bondosas e preocupadas que o resto dos comuns dos mortais. Graças a este estudo, podemos por fim descontrair. Não é pelo amor ao planeta que vamos lá.


Carla Hilário Quevedo



por Henrique Raposo às 19:25 | link | partilhar

Coisas da Liga

Aplauso, Filipe Nunes Vicente.



por Henrique Raposo às 17:45 | link | partilhar

A relação entre Sócrates e jornalistas

Ler este texto de Henrique Monteiro.



por Henrique Raposo às 14:07 | link | partilhar

O sexo dos católicos

A pedofilia é apenas um lado da relação difícil entre católicos e sexo. O catolicismo é incapaz de dar uma resposta à sexualidade: só fala dela para criticar o aborto, o preservativo e os gays.

 

No online do Expresso.




por Henrique Raposo às 11:53 | link | partilhar

Terça-feira, 30 de Março de 2010
Não, não somos todos iguais

Os enfermeiros, em início de carreira, querem ganhar 1200 euros. Isto já é muito per se. Isto torna-se ainda mais difícil de engolir quando se sabe que um médico em início de carreira ganha 1500. Peço imensa desculpa, mas a diferença entre um médico e um enfermeiro não é de 300 euros. Se os enfermeiros começam a ganhar 1200, os médicos vão exigir mais do que os 1500. E depois quem paga este jogo do empurra? Claro, aqui o idiota do contribuinte.



por Henrique Raposo às 21:39 | link | partilhar

Isto está tudo lixado. É a sociedade dos direitos, sem hierarquia, sem ordens para cumprir

Tenta-se falar com enfermeiros. No meio do barulho, só se percebe uma coisa: eles acham mesmo que são tão importantes como os médicos, e, por isso, não querem receber ordens dos médicos. Genial. Vamos aplicar isto a todo o lado: o jornalista manda no editor, o sargento manda no capitão, o assistente manda no professor dentro do laboratório. Que lindo. Uma sociedade bonita, sem hierarquia, sem ordens para cumprir. Ficamos só no quentinho dos "nossos", sem ter de aturar os "outros".



por Henrique Raposo às 19:36 | link | partilhar

A OPA contra os Black Eyes Peas continua

Tiago Guillul no Record.

 



por Henrique Raposo às 17:40 | link | partilhar

Curvy Icons

A Nigella devia estar aqui.



por Henrique Raposo às 15:53 | link | partilhar

O que morreu foi o Estado-Social, e não o tal neoliberalismo

É uma porcaria ter razão antes do tempo.



por Henrique Raposo às 14:27 | link | partilhar

...



por Henrique Raposo às 14:19 | link | partilhar

Padres, o alvo mais fácil de todos

 

1. Parece-me que, mais uma vez, a Igreja funciona aqui como "bode expiatório" para um problema que varre toda a sociedade. Como não se pode bater em toda a sociedade, batemos na Igreja, que é um alvo fácil (fica sempre bem criticar a Igreja, não é?). Batemos na Igreja para nos sentirmos bem. Batemos na Igreja para não termos de olhar para o lixo que está debaixo da carpete (que até pode ser a carpete lá de casa).


2. A Igreja Católica não é sinónimo de pedofilia. Aproveitar a maldade de uns quantos padres para denegrir a Igreja e a fé de milhões de pessoas é uma demonstração de desonestidade intelectual. Quando um professor é acusado de pedofilia, alguém se lembra de colocar em causa a profissão de "professor"? Perante um professor pedófilo, alguém se lembra de colocar em causa a ideia de "escola pública"? Claro que não. Ora, por que razão essas generalizações abusivas só acontecem quando falamos da Igreja?

 

3. Na caso "Casa Pia", toda a gente, claro, tinha de dar a presunção de inocência a Paulo Pedroso. Agora, os padres não têm direito a esse direito essencial: presunção da inocência.



por Henrique Raposo às 12:31 | link | partilhar

A Alemanha não era "ocidental"

 

 

 

Germany: The Long Road West: Volume 2: 1933-1990

 

 

Um dos momentos historiográficos da década. Em dois volumes, Winkler narra a história da Alemanha desde a pré-história alemã (1789) até à reunificação no final do século XX. Importa atentar no subtítulo. Até 1945, o mundo alemão foi a negação do "Ocidente". A cultura alemã estava ligada a formas de pensar românticas e místicas (isto é, reaccionárias e culturalistas) que recusavam o iluminismo americano, inglês e francês. A partir de 1945, a Alemanha rasgou com o seu passado romântico, e passou a caminhar na direcção dos valores ocidentais. Para os alemães, a Idade Média só acabou em 1945.



por Henrique Raposo às 10:06 | link | partilhar

A lata dos enfermeiros

Os enfermeiros marcaram umas férias, perdão, uma greve de quatro dias. Porquê? Não se percebe. Mas fica a ideia de que querem ganhar mais do que os médicos.

 




por Henrique Raposo às 10:00 | link | partilhar

Segunda-feira, 29 de Março de 2010
Tabajara

http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsI8xBp%2F033q5Xpv56y8baM4bFACnHnbSKSebUCa0yO4R&width=150

 

Um romance fabuloso de um frenético romancista gaúcho. A narrativa gira em torno de António de Souza e Netto, aristocrata galante e guerreiro do Rio Grande do Sul. Através da "estória" de Netto, Tabajara Ruas conta a História das guerras e revoluções que marcaram o Brasil durante o século XIX. Com uma escrita seca e concisa, feita com balança e cinzel ("tino comercial", "intimidade tácita"), Tabajara Ruas transporta-nos para um passado épico, feito por homens que tinham na honra o seu único bem. Não há nada como um guerreiro para nos lembrar que a consciência, "essa puta ", está antes da política.



por Henrique Raposo às 17:45 | link | partilhar

Nórdicos

Faça Clique para ampliar

 

O Bruno Vieira Amaral, no i, (por que razão o i não tem os textos da secção cultural no site?) tem razão. Este livro faz lembrar a atmosfera de, por exemplo, este filme:

 



por Henrique Raposo às 13:36 | link | partilhar

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Rui Ramos
Livros






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