Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Jojó para mim

 

 

- Puto, a tua capa é muito anos vinte.

 



por Henrique Raposo às 19:23 | link | partilhar

A América sentada no Pacífico

Em Junho de 2007, publiquei no Público uma recensão do livro de Obama.

Não mudo uma linha do que escrevi, pois o homem tem sido coerente, nomeadamente ao nível da necessidade de apertar as cadeiras na mesa mundial a fim de permitir a entrada de novos membros no clube que manda. A relação transatlântica já não é sinónimo imediato de comunidade internacional.

 

 

 



por Henrique Raposo às 17:40 | link | partilhar

O regime que era uma pessoa

 

 

1. Este livro de Luís Nuno Rodrigues procura ser uma lente neutra e imparcial sobre o fim do Estado Novo e o início da III República. Para quem, como eu, não viveu este período, a publicação destes livros é essencial. São precisos mais.

 

2. Este Estado Novo onde Costa Gomes operava (um Estado Novo, digamos, tardio) não faz lembrar nenhum daqueles modernos sistemas políticos acabados em ‘ismo’. Ao invés, este Estado Novo faz-me lembrar o ambiente ditatorial da corte dos reis absolutistas.

O Estado Novo, tal como essas cortes do antigamente, girava em redor de intrigas palacianas. A política era a intriga. E o poder de Salazar advinha do facto de ser o único que sabia todas as intrigas, rumores, boatos e segredos. O regime não era uma ideologia ou um sistema institucional. O regime era um permanente equilíbrio alcoviteiro feito por Salazar. Com a queda de Salazar, Marcello não podia segurar o regime, porque o regime era Salazar. Esta fraqueza institucional é bem exemplificada por um dos momentos mais dramáticos relatados neste livro. Costa Gomes era Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e, mesmo assim, recebeu os capitães do MFA (Costa Gomes concordava com as reivindicações corporativas do MFA). Marcello Caetano criticou essa posição. Em conversa com Marcello, Costa Gomes disse que não tinha recebido os capitães em instalações oficiais, mas na sua própria casa. “Ainda pior”, respondeu Caetano; “Ainda pior, não”, replicou Costa Gomes, acrescentando: “Em minha casa, recebo quem quero”. E Costa Gomes, enfrentando assim o Presidente do Conselho, manteve-se no seu cargo. Isto revela a fraqueza institucional de Marcello. E revela o pessoalismo permanente da cultura política portuguesa. Tivemos um regime durante quase meio século que assentava numa única pessoa.



por Henrique Raposo às 16:53 | link | partilhar

Rui Tovar

 

Vi o Rui Tovar no metro. Curvei-me perante o deus pagão da bola.



por Henrique Raposo às 15:46 | link | partilhar

Obama-porreirismo ou Obama-bismarckismo?

Aquilo que eu mais gosto nos 100 dias de Obama não tem nada de idealismo, não tem nada do obama-porreirismo que paira por aí. Tem que ver com o regresso do pessimismo realista à Casa Branca. Isto vê-se na forma como a diplomacia regressou. Bush e Clinton tinham aquele idealismo tonto que recusa falar com ditaduras. Ora, política internacional não é um salão de chá onde só falamos com os nossos amigos. Temos também de falar com os pulhas que nunca convidaríamos lá para casa. É preciso falar com o Irão, Cuba, etc. Gosto muito deste obama-bismarckismo.



por Henrique Raposo às 12:02 | link | partilhar

"Venho por este meio"

Fica bem melhor assim: "venho por este mail".



por Henrique Raposo às 11:54 | link | partilhar

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Ide e comprai!

 

 

Da contracapa:

 

 

"Henrique Raposo é o mais surpreendente colunista do Expresso. A frescura e a irreverência presentes nas suas crónicas, a forma como as aborda, os exemplos que nelas cita revelam que há na sua geração um pensamento muito estruturado e uma enorme vontade de mudança. As suas opiniões devem, pois, a seguir-se com atenção."

Henrique Monteiro  

 

 

«Há aqui estilo como o estilo deve ser: resultado de trabalho, e não de pose. Há aqui ideias como as ideias têm de ser: produto de estudo e reflexão, e não de preconceitos. Sobre o regime em que vivemos ou sobre o mundo em que habitamos, não temos muita gente a escrever de uma maneira tão elegante e tão profunda como Henrique Raposo.»
Rui Ramos
 
 
"Temos visto que muitos dos chamados «liberais» são simplesmente reaccionários «aggiornados» ou tecnocratas de um dogmatismo quase marxista. Um liberal à moda antiga não aparece todos os dias; motivo mais do que suficiente para nos alegrarmos com os entusiasmos estilísticos e o pessimismo analítico de Henrique Raposo."
Pedro Mexia
 

 



por Henrique Raposo às 16:35 | link | partilhar

Trabalho de casa para José Sócrates

Areopagítica - Discurso sobre a liberdade de expressão

 

O sôr primeiro ministro deve ler "Areopagítica - Discurso sobre a Liberdade de Expressão" (Almedina). Milton ainda ensina muita coisa a políticos que brincam com a liberdade de expressão

 

 

 

 



por Henrique Raposo às 10:43 | link | partilhar

Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Estão todos convidados



por Henrique Raposo às 22:52 | link | partilhar

Behind enemy lines

Acabo de saber que vendi dois livros em Almada.



por Henrique Raposo às 22:40 | link | partilhar

Uma crónica é uma crónica

João Galamba,

 

Quando dizes que me deixo dominar pelo entusiasmo - e que isso prejudica a qualidade das minhas ideias - só posso tomar isso como um elogio. Porque um post ou uma crónica é isso mesmo: um entusiasmo formal sobre a realidade. Uma crónica não é um artigo de opinião ou - muito menos - um texto académico.

Se afirmares o mesmo depois de leres isto ou isto, então sim, ficarei preocupado. Prezo muito as diferenças entre os diferentes registos.

 

Eu não tenho nenhum entusiasmo por Barroso. Só me parece evidente que um presidente de Comissão português é uma boa ideia. É só isso.

 

O resto do teu raciocínio não percebi bem. Mas, de facto, só admiro instituições, e nunca admiro políticos.  Porque, precisamente, todos os políticos - liberais ou não - são máquinas sedentas de poder, que precisam de ser filtradas pelas instituições. E os políticos têm mesmo de ser assim para suportar o poder. Não é defeito. É feitio. Mas isto, parece-me, é outra discussão.

 

 



por Henrique Raposo às 22:31 | link | partilhar

A paranóia

 

Quando vejo as nossas sociedades nesta absurda paranóia viral, só me lembro deste filme. Como filme, ficou longe daquilo que poderia ser. Como lição de política, é bem bom. A narrativa tem como ponto de partida o medo da população em relação a uma doença e a forma como um partido aproveita esse medo para impor um regime pouco democrático. Quem tem a cura tem o poder.

 

 



por Henrique Raposo às 21:44 | link | partilhar

Para acompanhar a maior democracia do mundo

714 Milhões

 

Eis um blog que resulta de uma parceira entre o Público e o Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI). Neste 714 milhões, podemos ler os textos de Francisco Gorjão Henriques e do Constantino Xavier, meu distinto brother do IPRI.



por Henrique Raposo às 21:14 | link | partilhar

Barroso

José Cutileiro sobre Durão Barroso na Europa.



por Henrique Raposo às 13:02 | link | partilhar

Política económica do Jojó

- Como é que resolves o problema do desemprego?

 

- Brother, obrigas os putos a ficar na escola até aos 20 anos.



por Henrique Raposo às 11:27 | link | partilhar

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