Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Sócrates a fazer vida de rico em Paris? A offshore com buço explica

 

Crónica de 17 de Setembro: "Offshore com buço"

 

Meu caro José Sócrates, tinha tantas saudades suas. Nem imagina. Estou tão contente por V. ter voltado à ordem do dia. Sabe porquê? Porque assim eu tenho - finalmente - a oportunidade de defendê-lo. Há muito que sonhava com o dia em que pudesse dizer "já não estou sozinho na minha estupidez, eu também defendi, desculpei e contextualizei José Sócrates, o nosso El Cid anti-troika". Eu quero ser o seu paladino contra a nova calúnia, contra a nova campanha negra. Ai que saudades, meu caro.

Como V. sabe, anda por aí um jornal a dizer que o meu amigo tem uma família muito especial e suspeita, pois parece que as suas tias e os seus primos têm uma conta offshore que movimentou 380 milhões. Não se apoquente, caro José. Estes jornalistas são uns simplórios e uns desconfiados. Veem o mal em todo o lado. Esta gentinha dos jornais não sabe que ter uma tia com uma offshore é uma coisa normalíssima. Esta nova cabala é, portanto, mais um episódio da sanha persecutória contra os ricos. Então uma pessoa já não pode amealhar milhões de euros num simples trabalho de província? Por exemplo, a minha Ti Milú, lá de Beja, não tem uma, mas duas contas offshore. Uma é para comprar uns sapatos caros, a outra é para a lida da casa. Esta malta de Lisboa pensa o quê? Que é preciso ter estudos para se abrir uma conta offshore? MBA? Nada disso. A minha tia tem o MBA da vida. A Ti Milú trabalhou muito. Fez-se à vida, montou a sua retrosaria e, num milagre quântico, saltou da Retrosaria Raposo para as Ilhas Caimão. Diga lá, meu caro, se isto não é um hino à ascensão social através do mérito? A tiazinha nem sequer precisou de uma família de gestores geniais como a sua. Bastou-lhe o MBA da rua, da vidinha, do calinho na mão.

Caro José, não se preocupe com esta historieta. Provavelmente, é tudo mentira (sabe como são os jornalistas, não é?). Mas, mesmo que seja verdade, tudo isso é normal. É perfeitamente normal um sujeito ter uma tia na Guarda ou Covilhã com uma offshore nas Ilhas Caimão ou assim. É a chamada offshore com buço, uma prática prevista por Basileia III. 



por Henrique Raposo às 11:28 | link | partilhar

Olhar para a Angola que é mimada pelo dr. Relvas (e pela RTP e RDP)

Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - Olhar para a Angola que é mimada pelo dr. Relvas (e pela RTP e RDP)

 

 

Coluna de hoje do Expresso online



por Henrique Raposo às 11:14 | link | partilhar

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
O nosso herói do Holocausto

Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - O nosso herói do Holocausto

 

 

(...) Tendo em conta a estatura homérica destes actos, não se compreende o relativo desprezo da cultura portuguesa por Aristides. Não há uma grande biografia. Não há um romance. Não há uma série de TV. Não há um filme. Temos um Schindler e não lhe damos valor. É como se a expressão "herói português" fosse, em si mesma, uma contradição em termos. É como se a expressão "herói português" fosse um incómodo para a nossa visão cínica de Portugal.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-nosso-heroi-do-holocausto=f701365#ixzz1kYBOy1Tm



por Henrique Raposo às 10:16 | link | partilhar

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
"Herói português" é uma contradição em termos, não é verdade?


por Henrique Raposo às 22:25 | link | partilhar

Ui, ui, os inquilinos injustiçados
A senhora do 3.ºesquerdo paga 20 euros e usa isto como um armazém. O do 2.ºesquerdo paga 100 euros (loucura) e usa isto como casa de engate. Um dia destes vou fazer-lhe companhia.



por Henrique Raposo às 13:14 | link | partilhar

Banco Alimentar ajuda Cavaco

Coluna de hoje do Expresso online



por Henrique Raposo às 09:43 | link | partilhar

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Os piratas anónimos

Por Ana Rita Guerra



por Henrique Raposo às 17:38 | link | partilhar

Isto é tão bom



por Henrique Raposo às 11:25 | link | partilhar

Passos só tem um caminho: tirar dinheiro à EDP

 

(...) O pior é saber que este desacerto tem sido protegido pelo poder político. A EDP, como se sabe, é um dos Nenucos fofos da nossa classe política. O dr. Catroga e a dr. Cardona que o digam.

Ora, para piorar a situação, o anterior governo inundou a EDP & Cia com subsídios verdes para a produção da energia mais ineficiente e cara, a saber, a energia das ventoinhas que tomaram conta dos vales e montes. Resultado? Em 2011, numa factura média mensal de 41 euros, um consumidor doméstico pagou apenas 14 euros em energia consumida (34%) e deu mais uns trocos para os custos da rede de transporte e distribuição (22%) . Para onde foram os outros 44% da conta? (...)



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/passos-so-tem-um-caminho-tirar-dinheiro-a-edp=f700931#ixzz1kMk6YOFF



por Henrique Raposo às 10:20 | link | partilhar

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Olha, o BE já aplica o novo código laboral

(...) As redacções deste jogo de futebol são as mesmas redacções que não conseguem criar uma linha de comparaçao entre as leis portuguesas e as leis de outros países europeus. Um exemplo: a média de indemnização na Europa está entre os 8 e 12 dias por ano de trabalho. E até existem países que nem sequer têm este limite mínimo. Nós, com a nova lei ultramegaliberal, ainda teremos 20 dias por ano (x12). Ora, como não existe este esforço pela busca de factos que comparem Portugal com outros países europeus, a narrativa dos nossos média fica presa num sufocante provincianismo, que nem sequer chega a Badajoz, quanto mais a Berlim, Amesterdão ou Copenhaga. Porquê? Bom, a julgar pelo que tenho lido e ouvido, parece que as leis laborais destes países do Norte são, ora essa, "retrocessos civilizacionais". E é aqui que está o provincianismo: a malta vê um regresso a Salazar onde existe apenas umaeuropeização de Portugal. É assim a esquerda portuguesa, sempre dependente do fantasma de Salazar (...)

 



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/olha-o-be-ja-aplica-o-novo-codigo-laboral=f700769#ixzz1kH1zEzrA



por Henrique Raposo às 10:53 | link | partilhar

O jornalismo português exige "independentes" (isto é, não-boys), mas depois goza-por-sistema com o independente Álvaro Santos Pereira

Da série "coisas que não entendo". 



por Henrique Raposo às 10:00 | link | partilhar

O double standard do jornalismo português (ou como a esquerda é a filha, e a direita a enteada)

Quando foi nomeado para o CCB, Mega Ferreira era um homem de cultura. 

Ao ser nomeado para o CCB, Vasco Graça Moura é um boy. 



por Henrique Raposo às 09:56 | link | partilhar

Quantos mortos ainda levantam a sua reforma?

É a pergunta que apetece fazer depois de ver a capa do Negócios:

 

"111 mil filhos fictícios" para enganar o IRS. 



por Henrique Raposo às 09:32 | link | partilhar

Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Obrigado Zorrinho, obrigado Sócrates, obrigado Mexia, obrigado Pinho

"Em 2011, numa factura média mensal de 41 euros, um consumidor doméstico pagava apenas 14 euros em energia consumida (34%)".  

 

i, 18 de janeiro. 



por Henrique Raposo às 14:52 | link | partilhar

Olha, o BE é um neoliberal-com-caviar


por Henrique Raposo às 10:32 | link | partilhar


autores
Henrique Raposo
Rui Ramos
Livros






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