Times
Como já aqui escrevi (um, dois), ler este livro é um acto religioso, no sentido literal do termo. O Tiago Cavaco também acha.
André Macedo
PPM
Mário Soares acha que a Face Oculta é coisa sem importância. Pois, a coisa boa de uma democracia aberta é que não temos de ligar ao que diz o Dr. Soares. Portugal está ligado a instituições internacionais que medem aquilo que se passa no país. Na semana em que Soares diz que isto não tem importância, caímos para a 35.ª posição na Transparency Internacional. Mais um brinde da Era Sócrates. Se calhar, o Dr. Soares ainda vai considerar que a Transparency International também faz parte da cabala que alguém montou contra o PS.
Este post da Rititi
... por mais qualidades que tenha, Teixeira dos Santos foi incapaz de corrigir os graves problemas estruturais e os défices crescentes do país. Portugal continua a gastar o que não tem e insiste na linha estatizante - linha essa que encontrou na crise a justificação económica e filosófica para se tornar ainda mais ortodoxa.
...
O problema é que Teixeira dos Santos sabe o que faz, mas não fez o que podia. Foi incapaz de impor uma mudança de atitude tão importante como reduzir a despesa pública: a urgência de afirmar de uma vez por todas que a economia - emprego, crescimento - resultam do esforço que os portugueses fizerem todos os dias e não do que o Estado quer ou deixa de querer. Avançar, arriscar, investir, inventar, criar - são tudo verbos em desuso. Quando aparecem excepções, lá surge o peso e a absurda teia fiscal a hipotecar o que deveria servir para reinvestir. O novo código contributivo que chega em Janeiro é mais uma montanha no caminho da prosperidade e da iniciativa privada.
André Macedo, editorial do "i"
Mas a questão mais importante para mim, e suponho que para a maioria dos portugueses, não é saber se as escutas são legais, mas se o primeiro-ministro teve conversas inaceitáveis com Armando Vara à luz de um Estado de direito.
Se Sócrates respeitasse estes valores, reagiria com humildade democrática. Para nossa inquietação, veio uma vez mais confundir tudo e misturar esferas distintas de responsabilidade: acusar magistrados independentes de "espionagem política" e cidadãos preocupados que exigem escrutínio político de destruírem a presunção da sua inocência. Não sei se cometeu crimes. Mas a responsabilidade política tem de a assumir. A sua credibilidade esgotou-se.

Ler aqui Diz que é uma espécie de democracia liberal, Sérgio dos Santos.
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No "Caipirinha de Aron", coloquei uma velha crónica sobre o debate do aborto, ou melhor, sobre o velho ódio dos "tolerantes" a tudo o que é católico. Se substituírem “aborto” por “casamento gay”, têm um texto sobre a polémica actual.
Crónica do Expresso: "A Era Sócrates"
[...] E, enquanto espero (sentado) pelo MP, tenho a dizer que irei festejar o dia em que Sócrates cair do poder. Festejarei esse dia com uma alegria límpida e incontida. Nesse dia, a nossa democracia respirará melhor, apesar do deserto institucional que teremos pela frente [...].

Muito bem lembrado pelo RAF.
1. O FNV tem toda a razão. O estado de direito português viciou uma eleição legislativa através da sua inacção propositada.
2. Estamos a falar do estado de direito que permite isto: uma procuradora fez parte da comissão xpto de Soares em 2006. Essa procuradora é depois responsável pelo caso Freeport.
3. Estamos a falar do país onde o PM pode dizer, numa entrevista, qualquer coisa como isto: "oh, meu deus, eu até tenho juízes amigos, e alguns até estão no meu governo". O PM diz isto e não se passa nada. Ninguém acha estranho.




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